Será uma coisa estranha ver pela primeira vez um episódio 24 e logo o 1º da 7ª série? Fiquei fascinada. Aquilo é mesmo muito bem feito e agarra-nos à televisão. Agora fico na dúvida. Não sei se veja do princípio, coisa que me assusta pela enormidade das 6 séries, ou se me fique pela 7ª, que posso ver confortavelmente às quartas na 2.... É uma dúvida como qualquer outra.
29 de janeiro de 2009
27 de janeiro de 2009
Do futuro
"Owners of capital will stimulate working class to buy more and more of expensive goods, houses and technology, pushing them to take more and more expensive credits, until their debt becomes unbearable. The unpaid debt will lead to bankruptcy of banks, which will have to be nationalized, and State will have to take the road which will eventually lead to communism."
Escreveu Marx, no seu Capital, em 1867.
Escreveu Marx, no seu Capital, em 1867.
23 de janeiro de 2009
20 de janeiro de 2009
16 de janeiro de 2009
13 de janeiro de 2009
9 de janeiro de 2009
Estar de molho
Ora estar de molho, para pessoas enérgicas como eu, é uma chatice monstruosa. Vai daí, resolvi hoje medir as vantagens da situação, porque nem tudo na vida pode ser mau: não apanho frio, o meu sofá já tem a minha marca, posso "escoar" fácil e comodamente os 2L que passaram a fazer parte irremediável da minha rotina, não stresso com o ambiente de trabalho, alimento-me bem, recebo telefonemas da família que quer saber como é que estou, quando os meus filhos chegam a casa estou cheia de paciência para eles e não descarrego neles as chatices do trabalho, resolvo as urgências profissionais por telefone, delegando, vejo coisas giras no dvd para fugir aos sinistros programas matinais televisivos. Pronto, tenho saudades de sair de casa, temo que o meu carro já tenha enferrujado mas estou a ponderar tomar medidas para ser menos energética e mais cool. Pode ser que por isso valha a experiência...
7 de janeiro de 2009
Pielonefrite
O nome dado à maleita que me afecta desde o dia 31 de Dezembro. Simplificando, é uma infecção renal. Assim sendo, o começo de 2009 caracterizou-se por sessões contínuas de febre alta, o que eu espero não ser um mau presságio para o restante ano. Tomei ainda conhecimento de umas amigas novas: as pedras que vivem no meu rim direito e que tenho que "regar" diariamente com 2l de água. Vantagens? Deglutir uma temporada inteira daquilo que já é conhecido!
31 de dezembro de 2008
25 de dezembro de 2008
19 de dezembro de 2008
1
Há um ano partilhei a alegria do nascimento de uma nova relação entre dois amigos meus. Ela já a conhecia há muito tempo, ou talvez menos que isso, numa amizade que se revelou cedo capaz de ter aquela capacidade de "muro" no qual despejamos e no qual são despejadas alegrias, tristezas ou o simples opinar da vida. Ele, não o conhecendo, parece-me que já o conhecia. Confesso que o nascimento da sua vida em comum, por várias razões, me encheu de alegria. Da genuína. Eles sabem disso. São daquelas pessoas que quando se juntam abrem os braços aos próximos, ou pelo menos abriram-mos a mim (a nós - todos nós) e isso vale ouro. Sentir que não somos só dela. Que somos deles. Vale ouro. É que ficamos com a certeza que venha o que vier (e já veio tanta coisa...), estamos lá. Por essas e por outras é que é uma alegria partilhar com eles a efeméride do seu Ano 1. Venham mais. Venham muitos. E que eu cá esteja para ver. Parabéns!
18 de dezembro de 2008
Não tenho,
Não tenho, em definitivo, paciência para encontros natalícios histéricos com pais aos molhos a procurar em ânsias frenéticas filhos para os quais olham todos os dias, quais macaquinhos em gaiolas. Não tenho. Bem tento comprar paciência ao quilo. Lá vou, contente (entenda-se), ver o contributo dos meus dois filhos para a causa e obviamente gosto de os ver mas não aguento o "aaaaaiiiiiiiiii que quriiiiiiiiiiiiido!", "olhe que o Natal não são só pesentes!", "olha olha, tá alííiiiiiiii", "ó mãe não me máaaace, pamordedeus". E esbracejam, e gritam e empurram e eu começo a desenvolver instintos perigosos tipo "tragam-me um bombista" ou "alguém tem gaz lacrimogénio?" E luto contra o meu preconceito de ajuntamentos de gente em frenesim com as criancinhas porque a minha calma perante o acontecimento pode ser mal entendida. Estou a imaginar "olha aquela enjoada (e fico mesmo com cara de enjoada!) não deve gostar dos filhos...". E depois, num momento de rara beleza, o meu vizinho de trás puxa de uma sandocha de queijo, amarfanha o papel alumínio e mastiga alegremente. São tão educados.... Se fosse uma bifana e uma mini já a coisa seria "um nojo, quorrrrrrore!!!!!".
Em suma, não, não sou uma má mãe, sou só um bocadinho bicho do mato anti multidões histéricas. E o Natal é um acontecimento importante no calendário católico, que deveria implicar mais calma, paz e genuíno espírito de solidariedade. E claro que os presentes fazem parte e continuo a preferi-los aos pesentes....
E já agora, Feliz Natal.
E já agora, Feliz Natal.
16 de dezembro de 2008
E continuo,
"O homem vive, e corrije, ajusta, edifica, e destrói, algumas vezes, a sua vida; mas, passado tempo, dá-se conta de que o todo, tal como está, por força dos erros e do acaso, é imodificável."
Sándor Márai, A herança de Eszter.
Sándor Márai, A herança de Eszter.
14 de dezembro de 2008
12 de dezembro de 2008
10 de dezembro de 2008
O filme
Há quem diga que não há bons jovens actores em Portugal. É mentira. Veja-se a Sandra Barata Belo, o António Pedro Cerveira, o André Maia ou a Carla Chambel em Amália. Pudessem fazer mais cinema e menos novelas e já não se diria que não há bons (e muito bons) jovens actores em Portugal. Amália vale a pena. O problema é que todos os portugueses de sucesso, que levaram para fora o que está cá dentro, sofrem do mesmo problema: despertam ódio ou amor. Não têm meio termo. E assim, com este filme, se mostra a vida de uma mulher normal que deu incondicional e indiscutivelmente à cultura portuguesa. Goste-se ou não.
4 de dezembro de 2008
Vantagens da capacidade de encaixe
O meu fim de semana no Porto foi por água abaixo. A mais nova foi atacada de sintomas de virose e resolveu-se que não estará amanhã, dadas as condições meteorológicas, nas condições ideais para passeios a pé na Invicta. Reuniu-se conselho para dar a notícia. Não se chorou, não se reclamou. Deu-se aquilo a que se chama capacidade de encaixe. Não vamos mas fica para a próxima e entretanto aprendi mais qualquer coisa a propósito da capacidade de encaixe!
1 de dezembro de 2008
Saudosismos
Alguém se lembra de ir ao cinema sem figuras a assaltar com todos os dedos da mão baldes de pipocas e a devorá-las em frenesim com a boca aberta, casais a pôr em dia a conversa da semana, telefones a tocar e quartetos de amigos a discutir o filme em visionamento? Eu lembro-me e tenho saudades desse tempo!
27 de novembro de 2008
25 de novembro de 2008
Larguem lá o "molotoff"
Diga-se que nunca gostei de cozinhar mas tenho algum prazer na confecção de sobremesas. A minha amiga Ana Catarina trouxe-me, numa troca de mimos, uma receita, um bolo e um upgrade na minha vontade de fazer bolos, bem como uma excelente recomendação blogueira relacionada com a arte de cozinhar. A partir daí, todo um mundo de blogues de mães de família dedicadas freneticamente à culinária se abriu aos meus olhos e trouxe-me à lembrança o fenómeno "molotoff".
Tive sempre uma péssima reacção ao dito. É feio, besuntado, foleiro e ainda por cima aparece invariavelmente depositado num trambolho branco de plástico que o ampara, não o deixando perder o "molhinho" acastanhado e insípido. Ora como sou portuguesa de gema, das que gostam de ouvir o Fado que é Fado, em cuja estante de livros mora um galo de Barcelos, das que aperciam a filigrana (haviam de ver o coração em filigrana da minha amiga Sofia...), das que gostam da aletria cortada com faca, das que repiram fundo perante uma encharcada de ovos, das que gostam de vinho do Porto, do majerico, da sardinha assada, da queijada de Sintra, do bolo de mel da Madeira e de tantas outras coisas que fazem deste canto à beira mar plantado uma maravilha da existência, não percebo, não percebo mesmo, o porquê da psicose do "molotoff". Pratiquem até a mousse de chocolate das caseiras "de pacote", desenvolvam o Abade de Priscos, trabalhem o Flan (que, a propósito, se faz sem leite condensado), dêem preferência ao leite creme mas por favor larguem o "molotoff".
E já agora, se a ideia é aproveitar as claras, façam bolos com elas. Ficam maravilhosos e vão bem com o cafézinho.
Tive sempre uma péssima reacção ao dito. É feio, besuntado, foleiro e ainda por cima aparece invariavelmente depositado num trambolho branco de plástico que o ampara, não o deixando perder o "molhinho" acastanhado e insípido. Ora como sou portuguesa de gema, das que gostam de ouvir o Fado que é Fado, em cuja estante de livros mora um galo de Barcelos, das que aperciam a filigrana (haviam de ver o coração em filigrana da minha amiga Sofia...), das que gostam da aletria cortada com faca, das que repiram fundo perante uma encharcada de ovos, das que gostam de vinho do Porto, do majerico, da sardinha assada, da queijada de Sintra, do bolo de mel da Madeira e de tantas outras coisas que fazem deste canto à beira mar plantado uma maravilha da existência, não percebo, não percebo mesmo, o porquê da psicose do "molotoff". Pratiquem até a mousse de chocolate das caseiras "de pacote", desenvolvam o Abade de Priscos, trabalhem o Flan (que, a propósito, se faz sem leite condensado), dêem preferência ao leite creme mas por favor larguem o "molotoff".
E já agora, se a ideia é aproveitar as claras, façam bolos com elas. Ficam maravilhosos e vão bem com o cafézinho.
24 de novembro de 2008
Privilégios
23 de novembro de 2008
17 de novembro de 2008
12 de novembro de 2008
Salva pela radiola
- Mãe!
- Sim, filho.
- Hoje dei o sistema reprodutor.
- Muito bem, filho.
- Não percebi muito bem mas hei-de perceber. Só as senhoras é que têm bébés, certo?
- Certo mas a semente vem do pai.
- Foi essa parte que não percebi. Como é que a semente vai para a mãe? Não percebi.
- Ora bem, é uma boa pergunta....
- Mãe, ponha a música mais alto!!!!!
- (Uffff....)
- Sim, filho.
- Hoje dei o sistema reprodutor.
- Muito bem, filho.
- Não percebi muito bem mas hei-de perceber. Só as senhoras é que têm bébés, certo?
- Certo mas a semente vem do pai.
- Foi essa parte que não percebi. Como é que a semente vai para a mãe? Não percebi.
- Ora bem, é uma boa pergunta....
- Mãe, ponha a música mais alto!!!!!
- (Uffff....)
8 de novembro de 2008
E começou...
A bendita musiquinha de Natal, em todo o lado, a toda a hora...Deprimente, mesmo deprimente.
2 de novembro de 2008
Porque é Domingo...
Para os católicos, o Domingo é dia de missa. Ora a missa serve para quem quer assistir à mesma. Ele há católicos que vão à missa todos os Domingos e há-os que vão de vez em quando. Há-os que durante anos não vão. Adiante. Na minha qualidade de católica, vou à missa. Se e quando me apetece, sendo que me apetece na grande maioria das vezes mas se não me apetece, não vou, facto que não faz de mim menos católica. A fé não tem termómetro. O que tem termómetro é a minha paciência. A missa que frequento, por acaso desde tenra idade, tem nos dias que corre um padre que sabe falar e uma missa especial para crianças, ou seja, no fim da celebração, lá vão eles ter com o Padre para receber um desenho e estarem ali um bocadinho com ele. Dá-se o caso de, como é para as crianças, toca de levar a ninhada toda, munida de mochilas, caixas de carimbos, estojos com lápis e cadernos de colorir. Aquilo parece um atelier da Gulbenkian. E eu pergunto-me se é assim que se ensinam as criancinhas a estar na missa. Era assim: a mãe ou o pai iam e o outro ficava em casa com parte do gang. Simples. Conclusão? Percebe-se que haja quem embirre com certos católicos. Quanto a mim, tenho dois filhos que sabem estar na missa. E bem. É falta de modéstia da minha parte, talvez mas é motivo de orgulho e nos dias que correm, há que enaltecer as coisas boas. É Domingo e nem tudo o que respiramos são finanças....
27 de outubro de 2008
23 de outubro de 2008
21 de outubro de 2008
É definitivo
Os ginásios são MESMO sítios cansativos, peganhentos e desinteressantes. Cada vez que lá vou fico a gostar mais do meu sofá. O exercício de hoje reflectir-se-á na minha saúde de amanhã. Pois. Não sei se já aqui disse que detesto ginásios?
19 de outubro de 2008
16 de outubro de 2008
Coisas que valem ouro
Ser convencida, depois de muitas abordagens, a integrar uma comunidade online de antigos alunos de uma escola onde foram passados 7 traumáticos anos. Conclusão? reencontram-se pessoas, resgatam-se memórias, umas boas, outras más, redescobrem-se fotografias e chega-se à brilhante conclusão de que aquilo tudo, se calhar não foi assim tão mau, de que outros passaram pelo mesmo que nós. Sai muito mais barato do que ir ao psicólogo e é bem mais saudável!
8 de outubro de 2008
Upgrade
Ter o pai da família em casa e poder sair para uma aula de não sei quê às 19h30, deixando os dois miúdos mais um amigo a jantar, é claramente um upgrade na minha qualidade de vida.
6 de outubro de 2008
No mundo dos que não se enxergam
No mundo dos "que não se enxergam", chega-se de manhã ao trabalho e recebe-se uma carta URGENTE com uma sessão, hoje, às 10h00 da manhã. No mundo dos que não se enxergam, desmarcam-se afazeres e vai-se, sem roupa a preceito, fazer figura de ursa para a dita sessão . No mundo a que me refiro, andam-se 20 minutos a pé para fazer uma tarefa de secretaria em instituição de gabarito, onde um cretino, que obviamente não se enxerga, responde que afinal não é ali. "Hum hum....desejosa de ter o papelinho, hein?". Tento esboçar um sorriso mas lá me enxergo e respondo "ó meu amigo era bom sinal, era". E saio para subir uma malfadada e íngreme rua. A pé. Páro para almoçar numa tasca onde uma pessoa normal me serve uma péssima alheira com bróculos. Chego novamente ao trabalho, peço desculpa e dirijo-me posteriomente a um Pingo Doce onde de urgência tinha pedido um bolo para um determinado fim. Simpaticamente, bolo feito e bem, e entregue, sigo para o ginásio, onde deposito dois miúdos dentro de água e dou umas braçadas para esquecer os que não se enxergam. À saída, uma histérica aos gritos com o recepcionista. Sem se enxergar, claro. Conclusão? Hoje o senhor da alheira, a senhora do bolo e a gente cá de casa, foram os únicos que eu vi que se enxergam, o que pode ser compensador. Espero eu, no meio de tanto iludido, não perder a capacidade de me enxergar!
3 de outubro de 2008
2 de outubro de 2008
Estratégia
Uma das palavrinhas da moda. Irritante, por sinal. Sou organizada, arrumada e metódica mas anti estratégia, o que prova que todos nós, cá dentro, bem ou mal, nos equilibramos. No entanto, depois de reflectir a propósito, descobri que preciso de uma estratégia anti envelhecedrómetro. O sentimento anti ambiente de trabalho (não o do meu pc, evidentemente) está de tal maneira acicatado (não tarda tenho uma úlcera) que me fez criar uma estratégia. Vou para o ginásio. O odiado ginásio. Odeio ginásio, odeio balneários, odeio o saco do ginásio, odeio os ditos PT que falam como se de médicos do bem estar se tratassem, odeio a peganhice do ginásio. Mas tenho que canalizar a minha má energia num deles. Para combater a úlcera. Chama-se estratégia anti-stress, que não seria precisa se eu ganhasse o euromilhões e se não gostasse tanto de "relativizar" ou de "trabalhar". Hoje, começa o ginásio. Amanhã, venham as dores musculares da estratégia.
30 de setembro de 2008
Apologia da bica
E vou eu comprar não-sei-quê que precisava quando tropeço num Starbucks, coisa à qual me habituei em sítios como Londres, por exemplo. O entusiasmo do mais velho levou-me a entrar para beber um café. Expresso, já que todos os outros me baralham uma cabeça já de si cansada.
-"Como é que se chama?"
-"Hum?"
-"O seu nome."
-"O meu? Y! (pensei em responder Pancrácia mas contive-me...)
-"Ó não sei quantas!!!! Um expresso e um muffin para a Y!"
É nesta altura que eu começo a alucinar.
-"Ó Y! O seu pedido está pronto!"
Palavra que me passei... Uma criatura a chamar-me pelo nome aos gritos? Fiquei doente. É que deixei o café a meio, paguei 5 Euros pelo dito e pelo muffin e fiquei entupida... Resultado? Não volto. Prefiro ir à Fnac ao lado, sentar-me e beber uma bica curta e um queque, ou um pastel de nata ou qualquer coisa bem portuguesa. Para americanices já basta a crise.
-"Como é que se chama?"
-"Hum?"
-"O seu nome."
-"O meu? Y! (pensei em responder Pancrácia mas contive-me...)
-"Ó não sei quantas!!!! Um expresso e um muffin para a Y!"
É nesta altura que eu começo a alucinar.
-"Ó Y! O seu pedido está pronto!"
Palavra que me passei... Uma criatura a chamar-me pelo nome aos gritos? Fiquei doente. É que deixei o café a meio, paguei 5 Euros pelo dito e pelo muffin e fiquei entupida... Resultado? Não volto. Prefiro ir à Fnac ao lado, sentar-me e beber uma bica curta e um queque, ou um pastel de nata ou qualquer coisa bem portuguesa. Para americanices já basta a crise.
29 de setembro de 2008
Pequeno almoço enriquecedor...
- Bom dia, dê-me dois copos de leites por favor.
- Quentes ou frios?
- Desculpe, dê-me antes dois quartos de Vigores.
- Quentes ou frios?
- Desculpe, dê-me antes dois quartos de Vigores.
27 de setembro de 2008
Áurea
E pronto. Quando a vida de todos nós segue o seu percurso normal, rotineiro e preocupado com coisas de nada, surge a necessidade de parar. Parar para estar com a Áurea, que sofre hoje da perda dilacerante. Quando a vida segue o seu percurso normal, rotineiro e preocupado com coisas de nada, a vida da Áurea muda para sempre. A morte é assim. Estúpida. Não olha a meios. Simplesmente acontece. Tira-nos bocados que não voltam. Arranca-os violentamente. Podia dissertar a esse propósito mais tempo mas não o vou fazer. Só te peço, Áurea, profundamente, que acredites que onde quer que esteja, vai estar, sempre, a olhar por ti. A tomar conta de ti como ninguém. Acredita nisso. E chora. Chora tudo. Nós estamos cá para ti. E vamos rir muito contigo pela vida fora. Força. Muita força. E chora tudo agora. Nós choramos contigo para nos rirmos contigo pela vida fora.
24 de setembro de 2008
Pepino e pan pipes?
Ganhar anos de vida. Ganhar anos de vida na maturidade e no espírito, sim. Acontece. Não sabia era que num espaço curto de tempo fosse possível envelhecer-se depressa. E acontece! Que a vida é uma selva, já se sabe. O meio profissional transformar-se num envelhecedrómono é que é chato. Até me estou nas tintas para as rugas, não sofro da paranóia dos cremes, mas acho que vou começar a ir trabalhar com rodelas de pepino nos olhos. Isso e aquela musiquinha pan pipes que não fosse dar-me a volta às entranhas até podia ajudar. A solução? Respirar, equacionar umas idas ao odiado ginásio, manter o soundtrack Mamma Mia aos gritos nas colunas do ipod e pensar sempre, sempre, que há vidas piores que as nossas. Qualquer sentido de optimismo supera as rugas. Afinal, rugas são só rugas, os brancos tapam-se nos cabeleireiros e amanhã começa a 5ª temporada da Anatomia de Grey. Quanto ao resto haja (alguma) alegria e muita, mas muita saúde mental.
S. acreditas que tenho nestes dias tido saudades daquela falta de luz?
S. acreditas que tenho nestes dias tido saudades daquela falta de luz?
23 de setembro de 2008
Ah grande Moisés!
O Moisés liderou a travessia no deserto sem quaisquer condições. Pergunto-me como. É que vejo-me acompanhada da minha Caramulo 1,5 litro, das minhas tabletes de 72% de cacau e outros tantos apetrechos como sejam restaurante, bar, café, roupa lavada e banho tomado, sem areia nem sol e arranjo dificuldades para atravessar, no sentido bíblico e figurado, o deserto de alguns dias. Pai, faz lá isso depressa para irmos aos côcos. É que às tantas o que safou o Moisés foi um oásis com palmeiras e spa e vai-se a ver não relataram isso no Livro.
19 de setembro de 2008
17 de setembro de 2008
Da tipologia do crápula
Tenho andado a divagar, nos tempos livres, a propósito do conceito de crápula. Aplicável a eles e a elas. Durante a nossa vida, vamos tropeçando, aqui e alí, em crápulas e chegamos aos 32 com a certeza das suas diversas tipologias. Na escola são os que nos "atacam" com caras de maus (más também, entenda-se). A coisa vai andando e começamos a notá-los (las) sem escrúpulos. Roubam coisas, fazem intrigas, denigrem os que estão à sua volta. Com o tempo aparecem os (as) que chegam para marcar posição, fazem história, ficam nela e depois nos desiludem e passam à tipologia dos temporariamente crápulas. Depois passa. Há-os (as) depois cobardes. São crápulas mas nem têm coragem para assumir que o são. Esses (essas) passam desprecebidos. Há aquele (aquela) crápula tão crápula, o sonso, que não desiste de as tramar e acha que sai da coisa ileso. Há depois o (a) crápula oportunista, que faz tudo para se auto promover. Para se dar bem. Há o crápula-serpente, com dons extraordinários de, petit a petit, se ir infiltrando nas existências mais comuns, para delas tirar conveniências. Há os (as) crápulas-crápulas onde se inscrevem ex namorados (as) de amigos (as) que como os (as) fizeram sofrer, nos fizeram sofrer também. O que é engraçado é que o conceito de crápula é útil à sociedade, a nós. Os (as) crápulas tornam os que não o são, melhores ainda e as maleitas da vida, aliadas ao sentido de observação trazem um rápido reconhecimento destas várias tipologias. Há depois um outro conceito, o de sacana, palavra feia, que define coisas feias. E desses (dessas) eu já tenho medo.
E esquecia-me, claro, da tipologia do crápula chico-esperto. Afinal, trata-se de uma característica cultural deste maravilhoso país à beira-mar plantado.
E esquecia-me, claro, da tipologia do crápula chico-esperto. Afinal, trata-se de uma característica cultural deste maravilhoso país à beira-mar plantado.
15 de setembro de 2008
Portuguese people in concert
75.000 pessoas na Bela Vista (sítio híbrido, até ontem desconhecido) assistiram ontem, em histeria colectiva, ao concerto da Madonna. O português per si já é complicadinho mas quando se junta torna-se insuportável, principalmente numa altura na qual se assiste à crise dos números mas também dos valores e da educaçãozinha. Pisam, gritam, guincham, empurram e elas (ontem em maior número), munidas de sinistras unhas (leia-se "unhacas") de gel pintadas de encarnado (leia-se encarnado histérico) e cheias do sentimento "Meu Deus, porque me fizeste tão mas tão boa", dão dó na sua necessidade de exibição. No meio disto tudo, encontram-se pessoas sorridentes, simpáticas e divertidas. Claro que nem tudo é mau. Mas estão claramente em menor número. E lá foram eles, e eu, acompanhada também pelo meu dedo do pé partido, conhecer de perto o mito. Até gosto. Lembra-me a minha adolescência. Lembra-me Like a Virgin, para a qual olhei sempre um bocadinho de lado, lembra-me o True Blue, lembra-me La Isla Bonita mas não sou fanática. Admiro-lhe o seu lado de camaleão. Admiro-lhe a sua forma física. Ontem, Madonna deu um concerto também ele camaleónico, rico em espectáculo. Conheço vozes muito mais admiráveis mas chegou a horas. Encantou. Não chegou nem atrasada, nem bêbeda, nem cheia de heroína e contemplar um profissional sério é sempre um bom presente. Madonna é um verdadeiro animal de palco e por isso, aqui ficam, neste ínfimo espaço virtual, os meus sinceros e respeitosos cumprimentos. Quanto aos portugueses, haja cursos intensivos de educação colectiva!
11 de setembro de 2008
Mamma Mia!!
É levar as crianças, é rir à gargalhada, é cantar, é ouvir o cinema todo a cantar, é sair do cinema a cantar Take a chance on me. É, num filme cheio de alegria, que tanta falta faz à conjuntura, ver juntos, o Pierce Brosnan, o Colin Firth e a Meryl Streep. Uma maravilha!
10 de setembro de 2008
8 de setembro de 2008
5 de setembro de 2008
2 de setembro de 2008
Das três, uma.
Hoje tive o azar de almoçar ao lado de três adolescentes altamente produzidas. Na minha adolescência, como é próprio da mesma, tive conversas muito parvas (e ainda bem, "ó tempo volta para trás" e todos nós gostaríamos de voltar a ser adolescentes) mas há limites. O número estapafúrdio de parvoíces que eu ouvi em 30 minutos espantou-me. Das três, uma. Ou estou a ficar velha e dou por mim a perceber porque é que a minha mãe me dizia "filha, isso que tu tens chama-se idade do armário", ou as adolescentes de hoje são demasiado "avançadinhas" ou uma mistura das duas. Aposto na última. O pior é que dei por mim a olhar para a minha companhia de almoço - a minha futura adolescente - e a pensar que não sei se daqui a 10 anos - ou menos -, vou ter paciência para "aquilo". Bem feita. Quem me manda a mim ter incomodado a minha mãe com as vicissitudes da adolescência? Elas tardam mas não falham....
30 de agosto de 2008
Coisas mesmo boas deste Verão:
Descobrir António Lobo Antunes,
Jogar Trivial com os miúdos,
A torta de marmelada da minha mãe,
Ler, ler e ler até os olhos trocarem as letras,
Régine Deforges e o seu ciclo La Bicyclette Bleue, ao qual regressarei brevemente em pormenor.
Jogar Trivial com os miúdos,
A torta de marmelada da minha mãe,
Ler, ler e ler até os olhos trocarem as letras,
Régine Deforges e o seu ciclo La Bicyclette Bleue, ao qual regressarei brevemente em pormenor.
22 de agosto de 2008
Branco e azul
Intervalo no intervalo. Folga na pausa estival. Não, não é para falar da onda de violência, nem nos Jogos Olímpicos. A seu tempo haverá um post para apelar à melhoria na capacidade de comunicação (ou não) da Vanessa Fernandes e viva o pacato Nelson Évora, no qual prezo, acima de tudo o seu aparente sentido de humildade. Quanto à violência e à crise, baaaaarghhhhhh! Não. Venho aqui, hoje, no dia em que partilhei com uma boa e velha amiga a felicidade do seu dia de casamento, informar que este blog anda caladinho mas não está negro nem cinzento. Está, como sempre, branco e azul. Até já.
24 de julho de 2008
23 de julho de 2008
22 de julho de 2008
9 de Setembro
20 de julho de 2008
17 de julho de 2008
A minha antecedência.
É que em Julho, nada funciona. O trabalho por adiantar não adianta porque de repente tudo se lembra que vai de férias e de repente há muita coisa urgente para resolver e as minhas próprias urgências tramam-se. Ficam para traz. Eu até faço tudo com antecedência - e bem -, com meses de antecedência. E tenho andado a avisar que é preciso antecedência e de repente, é para ontem. Para ontem não dá, eu tinha avisado. E Setembro? Talvez. A partir de 15. Só? Só. É que os meus 2 filhos, que têm todo o mês de Julho em actividades para que eu possa trabalhar na minha antecedência, em Setembro vão comigo para o emprego. Daí as antecedências. Daí as minhas listas. Nada funciona porque tudo tem urgências e eu cá preciso é de meter a cabeça debaixo de água porque adivinho um fim de ano bem complicado. E se Julho chega ao fim nem acredito. E pela primeira vez, levo coisas por adiantar, o que para alguém como eu se torna complicado. Enfim, cada um é como cada qual e eu gosto muito de ser assim: metódica, organizada e cheia de antecedência. Tenho dito.
15 de julho de 2008
Boas vindas
Ao meu novo sobrinho emprestado, nascido hoje num mundo livre, que com os pais que tem só pode mesmo ser muito especial.
13 de julho de 2008
11 de julho de 2008
É. Tem dias.
"Aquele que ensina deve ser mais dócil do que o aprendiz."
Roubei esta verdade à Ana, que a roubou a Heidegger.
Roubei esta verdade à Ana, que a roubou a Heidegger.
10 de julho de 2008
O ginásio e eu
Não, não. Não vou ao ginásio. Odeio ginásios. As minhas crianças, sim. Fazem natação. Uma vez por semana, à mesma hora. Só que ontem, por vicissitudes das actividades de férias, calhou-me levar uma às 16h e o outro às 19h. No intervalo: banho, vestir, sair, entrar, pôr no carro, ir a casa buscar a touca e os óculos, entrar outra vez no carro, ginásio. Cansa? Cansa, de facto. Resultado? Mais ou menos três horinhas no ginásio, sem ginástica. Ora isto dá um verdadeiro estudo sociológico e é um teste de resistência à minha capacidade de fazer conversa. Conversei com a recepcionista, com o professor de natação, com o brasuca do bar, com a massagista do spa. Dei ideias ao Director, uma simpatia (é uma pena que não me paguem pelas minhas ideias, isso é que era). E fiquei, principalmente, sentada a vê-los, a eles e a elas, passar. O delírio para quem tem um sentido de observação como o meu: é vê-los ("meu Deus, porque me fizeste tão bom" - ou talvez "fizestes"?) ora convencidos, ora considerando-se superiores homens de negócios, e elas então são delirantes. Há-as de todos os feitios: tias, manequins, vedetas que gostam de ser vistas, vedetas que não gostam de ser vistas e como tal mantêm os óculos escuros nos olhinhos, criaturas híbridas de carteiras em dourado histérico com calças verde bandeira e sapatos tigre (coisa estranhíssima...), num exercício de culto do corpo que é imune a quaisquer crises económicas que possam incomodar o comum dos mortais...
9 de julho de 2008
Do que é mesmo importante
Ao fim são poucas as palavras
Que nos doem a sério e muito poucas
As que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
Que tocam o nosso coração e menos
Ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
Que na nossa vida a sério nos importam:
Poder amar alguém, sermos amados
E não morrer depois dos nossos filhos.
Amalia Bautista, Ao fim.
Para a K.
Que nos doem a sério e muito poucas
As que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
Que tocam o nosso coração e menos
Ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
Que na nossa vida a sério nos importam:
Poder amar alguém, sermos amados
E não morrer depois dos nossos filhos.
Amalia Bautista, Ao fim.
Para a K.
7 de julho de 2008
6 de julho de 2008
É muito bom,
principalmente para uma fã como eu, é bom desde sempre mas ao vivo e a cores, é (foi) o delírio.
3 de julho de 2008
2 de julho de 2008
1 de julho de 2008
E isto também,
Coisas que nos acontecem: hoje, só hoje, recebi um presente fabuloso chamado drenagem linfática com um cheirinho a shiatsu. Uma maravilha. Só hoje, exerci a minha profissão num sítio diferente do habitual, o que é sempre refrescante. Só hoje e ao contrário do habitual, confesso à blogosfera, alto e bom som, que, aos 32... perdi um tabu, donde se prova que a força de vontade é tudo.
30 de junho de 2008
É isto,
Com o Verão a chegar e as férias quase à porta (falta o quase), chegam as actividades para as crianças, que lá vão, munidas de boa disposição e lanche às costas. Chega o mês em que se põe em dia muito trabalho que não se conseguiu pôr em dia, com a vantagem de viver um local de trabalho completamente às moscas. Chega a vontade das limpezas e das mudanças de móveis (que em mim está longe de ser sazonal porque faz parte do código genético). E a bola chegou ao fim mas a crise continua. É isto.
25 de junho de 2008
24 de junho de 2008
Exercício verdadeiramente saudável:
Ter-se a capacidade de se ficar feliz, satisfeito e realizado com o sucesso alheio. É um exercício mesmo em desuso, quase impraticável. E muito saudável ...
23 de junho de 2008
20 de junho de 2008
O tempo vai
Pois vai. Ainda no outro dia apareceu aqui em casa a primeira criança e amanhã já está a caminho da Igreja para a Primeira Comunhão. Todo nervoso. Ainda ontem foi a minha vez e desta feita lá vai ele. Qualquer dia casa-se e eu nem dei por isso....
19 de junho de 2008
Eu não
Sou démodé. Definitivamente.
Não uso crocs,
Não estou histérica com a bola,
Não gosto de mãos pintadas com cores esquisitas,
Não gosto de garrafinhas com sumos pseudo-naturais,
Não gosto de águas com sabores.
Não uso crocs,
Não estou histérica com a bola,
Não gosto de mãos pintadas com cores esquisitas,
Não gosto de garrafinhas com sumos pseudo-naturais,
Não gosto de águas com sabores.
18 de junho de 2008
Coisas realmente de perder a cabeça:
Sair de uma secretária onde há muito que fazer e atravessar a cidade TODA para uma reunião de 15 minutos onde NADA se resolve. Nada que não se resolvesse num telefonema de 5 minutos ou num singelo email. É mesmo de perder a cabeça....
17 de junho de 2008
16 de junho de 2008
11 de junho de 2008
Tim Burton e eu
O Tim Burton pode para mim voltar. Está perdoado. A minha relação com ele começou bem, porque começou com o maravilhoso Edward Scissorhands e estragou-se com uma ida ao cinema para The Nightmare Before Christmas (lembras-te Turtle? Foi apocalíptico), lá para os idos do sol posto. Ficou a coisa azeda com Big Fish. Nunca mais olhei para ele. Ontem chegou aqui a casa, pela mão do pai, esta maravilha. Adorei o filme, adorei aquela imagem de Londres (there´s no place like London, evidentemente) e achei notável o desempenho de Johnny Depp. Como sempre. Vou-me empenhar na busca das duas adaptações desse espantoso Roal Dahl e já acredito que vou ficar surpreendida.

9 de junho de 2008
Dias...
Hoje há muita gente de férias. Por aqui há trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho, trabalho. É assim!
6 de junho de 2008
5 de junho de 2008
Sensibilidades
Pronto. Sou sensível a esta coisa do julgamento fácil e público. Aquele que é desprovido dos dois lados de uma história. Hoje recebi um email que circula, sem dó nem piedade, sobre a história de uma filha de uma figura pública (das que de algum modo contribuiram para a história do país, não das que vão a festas e que matam maridos) que tirou um curso não sei de quê e foi trabalhar não sei onde por razões de filiação. Sou sensível a isto. Porque só se fica a conhecer um lado da história. Porque neste país pequeno, em dimensão e em mentalidade, somos poucos, donde se torna natural que muitos sejam filhos de gente que toda a gente conhece. Porque, repito, não se sabe o que diz do assunto a "filha do senhor que te o azar ou a sorte de ser publicamente conhecido" e porque, principalmente, como diz Carlos Luiz Zafón, "quem não tem vida própria, critica a dos outros". Critique-se, talvez até com alguma razão mas olhe-se antes para a própria vida, para os próprios podres, pese-se a inveja e deite-se fora a soberba. Porque se calhar a dita senhora é boa no que faz e orgulha-se do seu nome. E com isso é que muita gente não pode.
2 de junho de 2008
Que maravilha...
"O homem, como bom símio, é um animal social e imperam nele o amiguismo, o nepotismo, a trapaça e a mexeriquice como norma intrínseca de conduta ética (...) é pura biologia."

Obrigada P!
31 de maio de 2008
Sofá, bendito sofá.
Ontem foi uma alegria ter assistido ao concerto da Amy Winehouse no meu sofá, debaixo da manta, ou seja, sem pagar pelo fiasco. Critique-se, com razão ou sem razão, todos nós temos dias maus e a Amy, diga-se o que se disser tem uma voz fabulosa. Ontem foi triste ver a decadência em cima do palco e foi uma alegria não ter pago o bilhete nem ter aturado o banho de multidão.
30 de maio de 2008
Saudade
Há alturas na vida em que custa ter de lidar com a palavra saudade. Custa ainda mais quando temos de dissimular a saudade, escondê-la, fazer de conta que não é nada connosco, que a saudade não nos afecta. Afinal, os outros, que são muitos, não têm que perceber que nós, que somos só um, também somos sensíveis à saudade e então, o percurso diário implica uma máscara anti-saudade para que se evite o olhar daqueles que, percebendo que a saudade habita em nós não tenham que ter pena dela. Não é fácil o exercício da saudade mas é importante que a sua palavra, bem engalanada, seja repetida muitas vezes. Porquê? Porque é uma boa saudade, é a saudade da vida, a saudade de quem nos dá muito, a saudade de quem está perto de nós. É uma boa saudade.
29 de maio de 2008
28 de maio de 2008
26 de maio de 2008
25 de maio de 2008
Contestatários de palmo e meio
É Domingo. Ao fim da tarde lá vai mãe e filha a uma grande superfície tratar de um assunto doméstico. Quando vou entrar numa loja a mais nova atira-se a uma aquelas coisas tenebrosas em forma de Noddy e com ranhura para moeda, que, sabe de antemão, não utiliza porque nunca utilizou, porque há vícios e manias perfeitamente evitáveis (digo eu). Senta-se. Sem moeda. Eis que vem, sabe-se lá de onde, um ser minúsculo que grita (sim, grita) qualquer coisa como ESSE NODDY É MEU! Passivamente, fiquei a observar a criatura. E a mais nova, boquiaberta, fica imediatamente indecisa entre mostrar a sua personalidade ou fugir do ser. Sem tempo para pensar, depressa ouve SAI DAÍ ESTÚPIDA! "Sai daí estúpida?" Pensei. Mas não tive tempo para reagir. A mais nova informou-me que queria sair dali e logo um "paizinho" consolou a "menina" dizendo: "pronto môr, é teu, é". Continuei impávida. Afinal, tinha tido um dia tão agradável, para quê estragá-lo? O melhor da história? O melhor da história é que chegou urgentemente uma " mamã" que logo agarrou na criaturinha: "toma môr, a mamã dá já a moeda para tu andares no Noddy". Pois, haja educação. Haja muito sim e pouco não, de modo a contribuir para um futuro adulto. E a mais nova, a minha, deu-me a mão e pediu-me para ir à Fnac ver livros. E essa sim, é a vitória desta história. Porque antes livros do que maquinetas (e criaturas) contestatárias.
23 de maio de 2008
21 de maio de 2008
20 de maio de 2008
Saudades
A vizinhança deste "bló" anda em maré de fitas, pois que estamos em Maio e pois que alguns dos meus vizinhos resolveram ter paciência para chegar às fitas com tantos outros afazeres e preocupações. Ora isso trouxe-me saudades. É que faço agora 10 anos de licenciatura e 10 anos de fitas. Tive-as, claro. Foram benzidas, claro. Foi um dia de festa. Contida, já que o espírito académico foi sempre contido. E não havia traje mas havia uma pasta velha, vivida, morada de outras fitas com outras cores e outros ramos de saber. Coincidentemente, hoje lá voltei à minha Faculdade, para resolver outros assuntos. Continua a mesma por onde andei durante 6 anos. Eu é que tenho mais 10 anos em cima...
Nota: Valendo o que vale, lembrei-me agora, Cuga e Turtle, que temos em comum as ditas cores das ditas fitas.
16 de maio de 2008
14 de maio de 2008
13 de maio de 2008
12 de maio de 2008
SOS Azulejo!
Não compre azulejos antigos sem se certificar da sua origem lícita. Colabore na dissuasão deste tipo de comércio ambíguo. Se tiver alguma informação sobre azulejos históricos e/ou artísticos furtados, avise imediatamente a Polícia Judiciária, a PSP ou a GNR.
Se é proprietário de azulejos históricos e/ou artísticos, protega-os, fotografe-os (procure anular os reflexos e guarde as fotos) e, se necessitarem restauro, recorra só a técnicos especializados credenciados.
Se tiver conhecimento da demolição/ ou remodelação de um edifício com azulejos antigos, contacte a sua câmara municipal.
Se é proprietário de azulejos históricos e/ou artísticos, protega-os, fotografe-os (procure anular os reflexos e guarde as fotos) e, se necessitarem restauro, recorra só a técnicos especializados credenciados.
Se tiver conhecimento da demolição/ ou remodelação de um edifício com azulejos antigos, contacte a sua câmara municipal.
Aqui.
8 de maio de 2008
Da incapacidade de reunir com eficiência
Porque raio é que uma reunião, cujos assuntos se resolvem numa hora, está a decorrer desde as 10h00? Haja paciência. Paciência e café, que por acaso não existe...
6 de maio de 2008
4 de maio de 2008
Coisas que surpreendem
A capacidade regenerativa das pessoas,
A coragem com a qual derrubam a doença,
A capacidade que (algumas) têm de sempre insuportáveis,
As crianças que de tão espantosas só podiam sair daqueles pais,
A cumplicidade que temos com os filhos dos que nos são muito,
A coragem com a qual derrubam a doença,
A capacidade que (algumas) têm de sempre insuportáveis,
As crianças que de tão espantosas só podiam sair daqueles pais,
A cumplicidade que temos com os filhos dos que nos são muito,
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