13 de novembro de 2010

11 de novembro de 2010

Adeus "Senhor do Adeus"

Não sei se se lembram mas o Sr. João. Pairava atento no Restelo e no Saldanha. Dedicava-se com afinco ao aceno. Dizia adeus às pessoas. E gostava de cinema. Gostava acima de tudo das pessoas. Era só e dedicava-se a dizer-lhes adeus. Eu retribui muitas vezes o adeus ao Sr. João. E ainda bem, porque ele já cá não está. Fazem falta as pessoas que gostam simplesmente de pessoas.

5 de novembro de 2010

Gargalhar e natas

Chegam ao meu email documentos, numa singela sexta feira ao fim da tarde na qual me dedico afincadamente a um bacalhau com natas, cerimoniosamente enviados para conhecimento geral, que de tão engraçados e estrondosamente curiosos deviam dar para gargalhar. Vale-me a minha ironia e o meu sentido de humor, indubitavelmente.

4 de novembro de 2010

Muito

Muito muito muito bom. Memorável.

29 de outubro de 2010

"Sempre a correr??!!!"

Vou eu esbaforida corredor fora quando oiço "Bom dia!!!! Anda sempre a correr???!!!" E eu respondo "Bom dia, sempre!" Ora bem, na realidade eu estava aflita para despejar meia garrafa de 1,5 litro mas aquele comentário deixou-me a pensar. De facto eu pareço uma espécie de tgv à escala de um edifício centenário... Ando sempre a correr porque não gosto de sair da toca, detesto parar porque parar é perigoso, nunca se sabe onde há gente pensativa e intelectualmente produtiva (ou não) num corredor e nunca se sabe até que ponto, ao virar de uma esquina e no galgar de um qualquer degrau se podem ouvir notícias tristes. Perninhas, para que te quero!!!!

28 de outubro de 2010

Do país doente

"Mãe, eu sei que a vida está difícil mas quando o país estiver bom a mãe pode comprar-me uns autocolantes?"
"..."
"Mãe, fiz uma pergunta."
"Podes, filha mas entretanto podes usar o teu dinheiro."
"Posso mas como isto está..."
Observações: São surpreendentes as afirmações das crianças quando menos as esperamos, tem graça a noção de que o país está doente (teremos médica??) e tem mais graça ainda os meus filhos nunca terem sido habituados a serem consumistas porque isto agora de encarar a "doença" nacional vai ser mais fácil.

27 de outubro de 2010

Maravilhas da tecnologia

É incrível, estou a trabalhar num projecto com um colega sérvio. Manda-me a parte dele que eu preciso de juntar à minha, que por sua vez lhe foi enviada do pc de casa, logo, não está nos enviados. Vou à pendrive mas também não está, vou ao pc do trabalho e também não está ("tão arrumadinha, tão arrumadinha mas depois não encontra o que precisa", está o "pai" a pensar no momento em que lê estas linhas)... Não quero deixar a coisa para depois de maneira que vou buscá-la onde? A Belgrado, via email. É extraordinário, que seria de nós sem correio electrónico?

26 de outubro de 2010

O frio vem aí,

de maneira que me deu para pensar no Verão - sou tuga e como tal vivo o saudosismo da meteorologia - e lembrei-me do dia de Agosto último no qual me deu a louca do veraneio e fiquei com as mãos assim, tipo "Barbie vai à manicure"...

25 de outubro de 2010

Pode? Pode.

Pode a resposta a uma carta com a sugestão e a criação de uma coisa nova (que não implica valores, pessoas nem quaisquer complicações) estar a demorar três meses e meio? Pode.
Por incrível que possa parecer, pode.

22 de outubro de 2010

A Arte e eles

De quando em vez lembro-me de dar uso à minha formação académica e ofereço às turmas dos meus filhos uma aula a propósito da História da Arte e saem coisas maravilhosas: "Alguém sabe o que é a Arte?" (...) "Então, são as obras primas, as óperas e todas as coisas que até nós crianças fazemos e que são bonitas". Tantos anos de estudo podiam resumir-se assim, de forma clara...

18 de outubro de 2010

As (des)alegrias da maternidade

A minha visão realista, pese embora feliz, da maternidade nunca me permitiu devaneios como "ai que bom estar grávida", "ai que maravilha dormir pouco", etc. Achei sempre que isto de ser mãe havia de trazer, mesmo antes da tenebrosa adolescência (coitada da minha mãe que teve de me aturar), amargos de boca. De repente, sentimo-nos na eminência (ou de facto) de cabeça perdida com a frustração (a nossa colada à deles) de não os conseguir fazer atingir um objectivo. Porque o bem estar deles, o que passa também pelo cumprimento dos seus afazeres diários, pela sua auto estima e saúde cerebral, não se limita portanto ao óbvio e às vezes torna-se um desafio de nervos. Porque ser mãe não traz como pressuposto saber sempre manter a calma (e aqui entra a frustração de não ter a calma olímpica da minha mãe, tenho desgraçadamente essa falha no meu código genético), não traz livro de instruções e não traz a obrigação divina de saber como reagir nas (des)alegrias da maternidade. E às vezes falhamos, acima de tudo porque queremos ser uma referência de serenidade, pese embora de rigor. São as (des)alegrias da maternidade, que nos frustram a nós, a eles e que tornam alguns dias piores do que outros, fazendo dos factores macroeconómicos, menores e insignificantes perante questões de fundo microfamiliar.

15 de outubro de 2010

Fim de semana de trabalho


O que numa cidade como Évora representa sempre um prazer.

13 de outubro de 2010

Quem espera...

Quase um ano em busca de um santo que me arranjasse 2 janelas depois, com muito telefonema e muita insistência, hoje, finalmente, as ditas estão arranjadas. Quem espera pacientemente (ou não) lá consegue o que precisa. Entretanto, na minha reconciliação com a cozinha e com a minha bimby (que já tenho há muito tempo portanto não estou com síndrome de histeria bimbólica) usufruo a partir de hoje de um novo e maravilhoso livro de receitas base, com o dobro das receitas, separador de protecção e sem gorduras e rasgões do uso.


10 de outubro de 2010

99

Hoje, tenho uma (única) avó quase centenária.

6 de outubro de 2010

Coisas desagradáveis

Em dia de chuva, sair de casa com sabrinas, sentir frio nos pés e rezar por umas botas...

4 de outubro de 2010

10

E assim, num piscar de olhos, o meu filho mais velho tem 10 anos.

3 de outubro de 2010

Ensandeci...

Só isso explica que tenha conseguido fazer uma Torta de Azeitão na minha bimby, com doce de ovos e tudo, apesar de se ter desmanchado e de ter passado a manhã na cozinha. De certeza....

28 de setembro de 2010

E ganhei o dia

O dia, o mês, o ano. Vai abrir uma Muji em Lisboa!!!!

27 de setembro de 2010

23 de setembro de 2010

20 de setembro de 2010

E pronto,

Está completa a trilogia filho/árvore/livro. Não muda nada até porque entendo que o primeiro item, esse sim, vai perpetuar-me na vida (assim o desejo). No entanto fica, sem dúvida, a satisfação do dever cumprido. Por enquanto!

12 de setembro de 2010

70

Não sei se chegarei aos 70 como a minha mãe chega hoje aos dela. Com alegria, energia, espírito positivo e acutilante inteligência sempre em actividade. Espanta-me, diariamente, a forma como lida com a adversidade. Se lhe passar um camião por cima, terei pena do camião porque a sua recuperação face aos embates da vida parece-me sempre de uma ligeireza extraordinária e que não implica meses numa oficina. Descansa-me saber que herdei dela alguma coisa, apesar de sofrer sempre por antecipação, também aprendi o exercício da relativização das coisas, o que é bom. Este ano, faço metade da sua idade mas sei que quando atingir a outra metade não vou ter aquela energia toda. Espero, no entanto, conseguir saber dar todos os pontapés no azar da maneira como a minha mãe o faz.

9 de setembro de 2010

7 anos

E ainda no outro dia nasceu...
Isto passa mesmo a correr!

2 de setembro de 2010

Coisas boas do português

Dei por mim hoje, deliciada, ao balcão de uma pastelaria das Avenidas Novas, a observar a minha vizinha de balcão, em jeito de profissional, a comer o recheio do pastel de nata com a colher do café, misturar depois o café com a dita colher e morder com afinco a casca do pastel de nata. Adoro.

30 de agosto de 2010

19 de agosto de 2010

31 de julho de 2010

28 de julho de 2010

Nova maleita

Confirma-se: degenerescência (hã???) no corno (no corno???) do menisco. Pois... Parece que terei de viver com isto. As dores. Vou ver se não acabo como o House, vamos lá ver se evito o Vicodin. E a muleta, já agora.

25 de julho de 2010

Foi o meu fim de semana:

Almoçar no Aleixo (aqueles filetes de polvo dão cabo de qualquer um), olhar o Douro ao pormenor, visitar a Fundação Eça de Queiroz (maravilha... ah grande Eça), jantar no Castas & Pratos (carregue-se e espreite-se) e tomar um café no Acquapura Douro Valley. Uma maravilha!

16 de julho de 2010

Hoje

(Mana, falta-te plantar a árvore.)

6 de julho de 2010

Aqui está ele

Ele há pessoas com sorte nos elogios que recebem!
Assim como assim aproveito para postar o Javier.
Sempre é um bom post...

1 de julho de 2010

Maleitas

São 34 anos e ele é: doença venosa (vulgo varizes) com histórico de cirurgia aos 22 para extracção de safenas internas, pielonefrite (vulgo infecção renal) que traz cuidados diários ao rim, astigmatismo (vulgo 4,5 dioptrias=toupeira disfarçada atrás de fiéis lentes de contacto). Como se isto não chegasse, hoje percebi que uma dor num joelho com meses de queixa tem origem numa "não sei quantas" do menisco. É fantástica a naturalidade com a qual recebo estas notícias. É mais uma maleita e eu não sou hipocondríaca. Haja saúde porque graças a Deus não é nada de grave. Descansa-me certeza que o meu marido já não vai a tempo de me devolver à proveniência apesar de tanto defeito de fabrico. Já não estou na garantia!!

30 de junho de 2010

27 de junho de 2010

23 de junho de 2010

É oficial

O meu mais velho:
Está a viver a sua primeira paixoneta,
Ouve música alto no quarto (lá em casa isso era proibido).
Porque é homem, tem no pai um confidente,
Logo, não tem certas conversas comigo,
com ele....
Ou seja, o meu mais velho:
Tem hormonas,
Vai começar, oficialmente, a dar-me trabalho.
(ah pois pois, é bom vê-los crescer... exacto....)
Giro.... Tem dias!

22 de junho de 2010

O bom senso e a simplicidade

O bom senso e a simplicidade são valores ancestrais. Aplicam-se a muitas coisas e deviam-se aplicar a mais ainda. O meu sentido crítico por exemplo, tem bom senso mas nem sempre apresenta simplicidade. Por isso e pelo meu bom senso, estou muitas vezes calada. Por isso e pelo meu bom senso, perante certos espectáculos de falta de bom senso, evito deixar cair o queixo e como tenho muito humor, evito gargalhar. Às vezes com pena. Ora muitas vezes à ausência de bom senso e de simplicidade junta-se a falta de gosto. E essa tem de ser respeitada, como tudo na vida mas eu cá reservo-me o direito de tolerar mal esta junção de três factores. Os três juntos podem revelar-se tristemente sinistros. Faço esta reflexão porque estive recentemente numa cerimónia matinal (note-se: matinal) mas que não era um casamento (nem nada que se parecesse), na qual vi desfilar brilhos, dourados, saias demasiado curtas, cetins, tecidos em pandan, "écharpes" (maldita invenção - como se uma "écharpe" resolvesse alguma coisa...). Um horror a fazer lembrar a importância da simplicidade. Só a simplicidade. Faltam boas referências , as sociais e as familiares. Essas que nem mil livros da treta sobre etiqueta e "savoir faire" podem colmatar. Falta bom senso. Falta simplicidade. Falta a bonita noção das coisas. E esta sim, aplica-se a muitas coisas do momento que todos vivemos.

21 de junho de 2010

Toca a transformar óleo em velas!



Daqui. Uma ideia extraordinária, com cheiros muito bons.

O "meu mais velho"

O meu filho mais velho acaba hoje a primária e declarou, entre duas colheres de cereais, "mãe, acaba hoje uma etapa da minha vida". Descobriu também a diferença entre gostar de ler e ficar preso a um livro, a ponto de despachar um em 24 horas, com este:

18 de junho de 2010

Hoje, os Nobel e Portugal

Se hoje Saramago se encontrar com Egas Moniz, na imensidão da vida, talvez conversem, talvez discutam política, talvez embirrem um com o outro. Foram dois homens. Foram dois prémios. Se hoje lembramos que Saramago defendia a importância das ideias, talvez conversem a propósito de que sim, ambos tiveram ideias. Porque ter boas ideias, em nome da Ciência e da Literatura, seja por que via for, não é nenhuma evidência. Neste país, este que hoje conhecemos e neste onde hoje vivemos, Moniz e Saramago foram marinheiros na nau das ideias e sim, avistaram o Oriente que tantas glórias trouxe a Portugal. E por isso sim, enalteça-se, faça-se luto. Leia-se. Saramago foi português.

17 de junho de 2010

A saga


A minha relação básica com a tecnologia impede-me em absoluto de gastar muito dinheiro com ela. Com telefones então, a coisa vai ao extremo. Nos últimos anos dei cabo de dois destes (que abaixo apresento). Um desligava-se de 2 em 2 segundos, o outro desliga-se de 5 em 5, caiu e tem o ecran todo preto, coitado. E coitado do Pai, cromo da tecnologia, que trata os seus apetrechos, cabos e caixas com mimo e atenção (a minha arrecadação parece um armazém), que traz os ditos para casa para os ver morrer nas minhas mãos. Em 14 anos (!) de telemóvel, comprei um único... No ano passado, com o Pai ausente, fiquei sem o meu primeiro N95 em funcionamento. Morreu. Fui à Fnac, comprei o Nokia mais barato (28 euros), só que cheguei ao carro a afinal tinha comprado sim mas de outra operadora. Não trocaram e então tive que comprar um segundo, da minha operadora. Bimba, pois, muito bimba. Eu é mais livros e carteiras.... Isto tudo para dizer que o meu telefone está em morte iminente e o meu despego à electrónica deixa-me indiferente ao dito...



11 de junho de 2010

Coisas que me irrrrrrrritam


Apegar-me a uma nova série e perceber, no último episódio que vejo, que não vai haver mais nenhum e que eu vou ficar sem perceber o que vai acontecer àquelas pessoas....nunca! Muito muito irritante.

7 de junho de 2010

Acabou!!!!!!!!


Dois anos de estudo intenso e quilos de papel depois, deixa de haver estudo lá em casa 7 dias por semana.
Acabou!!!!! (parabéns!).

29 de maio de 2010

Diz que vou

Sou anti-multidão, anti-confusão, anti-barulheira. Normalmente, onde vão muitos, todos juntos, eu não vou, a não ser que me apele ao coração e ao gosto. Apesar disso, a minha afilhada e sobrinha pediu-me que fosse com ela ao dito Rock in Rio, que eu adoro ver na televisão (nem o Elton me levaria ali), porque mais ninguém podia ir com ela. Eu disse que sim porque entendo que um dia se vai lembrar da tia que fazia programas giros com ela. Acresce a minha falta de uma boa madrinha que me levasse onde quer que fosse, de modo que faço o meu melhor para lhe servir de referência. Assim sendo vou com ela e com a minha coragem, fazer terapia anti-multidão e ouvir a não sei quantas Montana, espécie de americanice que debita musicol enlatado. Diz que vou.

27 de maio de 2010

Eu não estou aqui

Eu estar aqui é sinal de uma qualquer sintomatologia mental. Porque eu estar aqui debaixo deste tempo depressivo, acompanhada destas dores de cabeça e a trabalhar num assunto que ainda por cima está de acordo com a minha incapacidade de escrever momentânea, sob a forma de um bloqueio que ainda por cima me faz sentir pouco produtiva, prova que eu não estou aqui. Estou deitada numa espreguiçadeira, porque detesto areia, ouço as ondas do mar a bater na areia e acabei de pedir a um senhor simpático que me traga, por favor, uma caipirinha. Tenho um livro para ler, estou a respirar ar puro e daqui a bocado vou almoçar uma coisa qualquer para a qual não tenho imaginação porque pensar em comida dá-me trabalho.
Portanto, eu não estou, definitivamente, aqui.

26 de maio de 2010

Manual de instruções

As crianças chegarem sem um manual de instruções anexado já é mau. Atingirem a pré adolescência sem trazerem incorporado um calhamaço intitulado "Aprenda a lidar com respostas tortas e síndrome de eu sei tudo e os outros todos que vão dar uma volta", para consulta rápida e diária é que se vai revelando cada vez mais complicado. Haja paciência...

25 de maio de 2010

Ele há coisas...

Parece que a Assembleia da República vai ter orçamento superior ao do ano passado e que parte desse orçamento vai ser usado em decoração?

19 de maio de 2010

Estes?



Como habitualmente, fala-se em bolos e aumentam os comentários :-)
Assim sendo, cá vão pastéis de nata.

18 de maio de 2010

à espera

Esperámos, a tiritar no ventinho da manhã, o céu de vidro das primeiras horas de luz, o nevoeiro cor de sarja do equinócio, os frisos de espuma que haveriam de trazer-nos, de mistura com os restos de feira acabada das vagas e os guinchos de borrego da água no sifão das rochas, um adolescente loiro, de coroa na cabeça e beiços amuados , vindo de Alcácer Quibir com pulseiras de cobre trabalhado dos ciganos de Carcavelos e colares baratos de Tânger ao pescoço, e tudo o que pudemos observar, enquanto apertávamos os termómetros nos sovacos e cuspíamos obedientemente o nosso sangue nos tubos do hospital, foi o oceano vazio até à linha do horizonte coberta a espaços de uma crosta de vinagreiras, famílias de veraneantes tardios acampados na praia, e os mestres da pesca, de calças enroladas, que olhavam sem entender o nosso bando de gaivotas em roupão, empoleiradas a tossir nos lemes e nas hélices, aguardando, ao som de uma flauta que as vísceras do mar emudeciam, os relinchos de um cavalo impossível.

António Lobo Antunes, As Naus.

17 de maio de 2010

Do que se come


Eles estão na moda. Eu continuo a preferir um pastel de nata.

13 de maio de 2010

Chamem o Torres Couto, sff...

Só ele sabia afirmar um Portugal "que está muito mól" e apelar à urgência de "uma greve sindicól". Alguém se lembra disto ou só eu é que tenho memória selectiva no mau sentido político da coisa?

12 de maio de 2010

Dias que ficam

O Centro Cultural de Belém, hoje.

11 de maio de 2010

Dias que ficam

Assistir de longe ao Presidente da República, perante as forças militares, tendo como fundo uma centenas de crianças a cantar com todas as suas forças o seu Hino não é coisa que vá esquecer tão cedo. Entre elas estão os meus dois filhos, que de certeza vão levar isso pela vida fora. Eu pelo menos nunca me esqueci das duas vezes que vi o Papa João Paulo II. É um dia de alegria.

10 de maio de 2010

Cereja = Cerise

Eu numa sessão de manicure, com o meu habitual cepticismo perante unhas às cores mas num dia de má disposição, opto por um tom escuro. E digo:

- Olhe, vamos tentar este. é giro. Tem cor de cereja.
- Não é bem.
- (...)
- É que agora usam-se os cor de rosa e este realmente...
- Pois, pode ser que me habitue!
- E vai-lhe bem à pele, é assim um cerise.
- (...)

Percebem os anglófonos porque é que ainda fazem falta os francófonos?

6 de maio de 2010

O 8 e o 80

Uso sabrinas, tenho frio nos pés.
Uso botas, tenho calor nos pés.

5 de maio de 2010

"Ó mãe, estou nervoso"

A primeira insónia do meu filho deu-se ontem, na véspera do seu primeiro exame. Andou às voltas, desconsolado e hoje, acordado com mimo extra (o acordar lá de casa assemelha-se ao acordar da caserna... se um dia me faltar o emprego posso certamente ir fazer o papel de trombone matinal num qualquer quartel do país), confessou-me "ó mãe, estou nervoso". Claro que a coisa faz parte da vida e é melhor assim. O primeiro exame da minha vida foi a aferição de entrada para a Faculdade, experiência que por ter sido tardia se revelou traumática, apesar dos bons resultados. Aquilo que custa é não lhe poder dizer que os ditos exames servem para avaliar o desempenho da escola e dos professores, muito mais do que o deles. Como consolação, está prometida uma sobremesa cheia de chocolate para o jantar de hoje.

3 de maio de 2010

30 de abril de 2010

Valha-me Deus....

Mariano Gago diz que pirataria é "fonte de progresso".
Público, 30/04/2010

23 de abril de 2010

Carros

A alegria de ter um carro novo
deixa sempre uma certa nostalgia por largar o velho.

21 de abril de 2010

Janela Indiscreta

Trabalhar atrás de uma janela de vidro espelhado tem, pelos vistos, duas vertentes. Ora se está na montra e quando é assim baixa-se uma tela, ou se fica camuflado e, sem querer se assiste a coisas giras. Conversas, penteadelas de cabelos, retoques de maquilhagem e, aparentemente, duetos (mesmo) improváveis. Uma maravilha. Sempre dá para rir.

19 de abril de 2010

Fim de semana?

Como se faz um bom fim de semana? A trabalhar (sim, há situações em que trabalhar ao fim de semana sabe bem) no meio de gente civilizada e num ambiente civilizado, a ler, a ir ao teatro (Uma família portuguesa no Teatro Aberto - vale a pena ver), a almoçar num sítio verde verde verde, a afogar as papilas gustativas num cheesecake maravilhoso, a ler, a ler, a ler e a ver alguma televisão. Assim se faz um bom fim de semana. Não estive em Londres, Paris ou Nova Iorque, talvez por falta de "travel ambition" ou por achar que a minha casa e quem lá vive representam o meu ideal de descanso. E de fim de semana, claro.

3 de abril de 2010

Parabéns amigos

Folgo saber que cada vez tenho menos amigas solteiras.
(E tal efeméride não podia, mesmo, escapar a este blog)

:)

30 de março de 2010

Campo

Campo, ar puro, comida da minha mãe, legumes que sabem a legumes, sono, leitura. Vou para o campo e não levo o meu pc. Boa Páscoa.

25 de março de 2010

19 de março de 2010

Agenda e listas

A minha dependência de listas e agenda começa a assustar-me. Nada que tenha que fazer e que não esteja escrito em algum sítio me vem à memória quando é preciso. Estou dependente de tópicos, de listas, listinhas e lembretes. Fico sem referências quando se acabam os post its (que por acaso acabaram ontem) e estou com memória de um qualquer bicho pequeno. Talvez esteja com memória de ouriço?


8 de março de 2010

Remeniscências

Isto lembra-me (também) as viagens de carro em pequena.
Talvez me tenha feito mudar a tendência médico-cirúrgica da minha preferência nas séries de tv.
Chama-se Glee e é giro que se farta.

4 de março de 2010

O grito da independência

Chega a dada altura, na vida de uma mãe como eu, o dia em que a criança mais velha dá o grito da independência, qual D. Pedro nas margens do Ipiranga. O mesmo pode expressar-se numa ida ao estrangeiro (no país vizinho, é certo mas que não deixa de ser estrangeiro) para a realização de um torneio desportivo. O primeiro passo é dizer que sim, que pode ir, o segundo passo é fechar os olhos e dar o cartão multibanco para fazer o pagamento, o terceiro passo é assumir perante o treinador que se está em nervos com o assunto, o quarto passo é realizar que isso explica a dificuldade em adormecer e as dores de cabeça que me atacam os últimos dias. Chama-se preocupação e é preciso saber-se viver com ela. Há coisas piores, pois há, muito piores. Sei disso muito bem mas não deixa de ser complicado vê-los crescer e ganhar ritmo de independência. Posto isto, vou-me fazer a uma aspirina para ver se a coisa (entenda-se a minha dor de cabeça e a minha dor de preocupação) melhora.

3 de março de 2010

Queria, por favor

um dia de sol, de céu azul, de calor ameno, com fim de tarde na praia para as crianças poderem respirar o ar do mar, seguido de jantar composto por sardinhas assadas e salada de alface e pimentos grelhados acompanhadas de vinho branco frio. Sem casacos, sem chapéus de chuva, sem gotas de água a escorrer pelo meio do couro cabeludo. Muito obrigada.

27 de fevereiro de 2010

O planeta está zangado,

e a par da Guerra, assusta-me a Natureza em fúria.

21 de fevereiro de 2010

No Porto





Janta-se maravilhosamente no Cafeína e dorme-se bem na nova Pousada. Viva o Porto!

11 de fevereiro de 2010

BN

Ninguém me encomendou uma ode à Biblioteca Nacional mas parece-me a mim importante fazer o elogio de uma coisa que funciona. Eu conheço a BN há bons anos. O segurança é simpático (na maioria dos casos), o multibanco tem dinheiro, há uma máquina de troco, o estacionamento tem um preço simpático, o sistema automático de requisição é eficaz e rápido, as casas de banho são limpas, o café é óptimo, o senhor das fotocópias é eficiente, a varanda das cadeiras de verga (que infelizmente já não tem vista para a relva porque o edifício está a ser aumentado) é grande e arejada, servindo de "fumoir" e de atendedor-de-telefones e outros afazeres. A BN tem silêncio apesar dos teclados a funcionar, tem gente a trabalhar em nome as suas investigações que levam ao saber, seja ele qual for, tem livraria e melhorou muito nos últimos tempos. E numa altura de pessimismo, em que tudo vai mal e tudo funciona tristemente eu hoje venho aqui enaltecer um dos meus sítios preferidos em Lisboa, porque o exercício do elogio é cada vez mais raro. E porque sim.

10 de fevereiro de 2010

O meu (temporário) carro amarelo

Guiar um carro amarelo (amarelo mesmo amarelo) tem destas coisas: Motoristas da Carris que olham para mim com ar solidário (aquilo parece um smart da Carris), gente nos carros atrás a gargalhar (ainda por cima com gargalhadas vindas de um golf azul escuro, que é a bem dizer a minha curta ambição automóvel desde sempre), o pai a chegar à garagem e a gritar "aahhhhh é meeeesmo a m a r e l o!!!!!", pessoas nas passadeiras a rir para mim (coitadinha, comprou um carro amarelo...), os meus dois filhos todos contentes porque se sentem no carro no Noddy, o senhor da segurança do sítio onde trabalho a balbuciar um "pois... então este é novo?..." E eu, contente porque não ando a pé, agradecida a quem me emprestou com boa vontade um carro amarelo.


8 de fevereiro de 2010

Catrapum!

O resultado de um acidente de carro, um pequeno acidente de carro, resulta sempre numa enorme chatice, que se segue a um enorme susto. A seguir ao "catrapum" do encontro entre duas chapas, é preciso chamar a polícia, reconhecer a culpa (que no caso foi minha) preencher a declaração amigável, ir apanhando chuva, tirar coisas do carro, contactar a oficina (que no meu caso foi contactada por uma amiga que fez o favor de me dar uma ajuda), conversar com o senhor agente, etc. Depois, é preciso falar a Seguradora, a oficina e o perito. Todo um processo altamente facilitado quando se lida com gente civilizada. Começando pelo senhor do outro carro, passando pelo agente da autoridade (espantado com tanto civismo, nas palavras do próprio), pelo senhor do reboque (uma figura cuja descrição daria um post), pelo senhor da oficina, esse sim, um mestre no bom profissionalismo e simpatia e acabando no atendimento do seguro, posso reconhecer que o meu acidente de carro até resultou, humanamente, numa experiência positiva, apesar de ter visto o meu carro deitado abaixo. A complicação de viver sem um carro vai ser melhorada amanhã, dia a partir do qual passarei a conduzir um igual ao meu, em amarelo, o que vai ser também uma experiência engraçada.

2 de fevereiro de 2010