10 de fevereiro de 2011
4 de fevereiro de 2011
30 de janeiro de 2011
Fashion Police
Algures no mundo extenso de canais que povoam a tv, há um canal cujo nome não me lembro, que dedica algum do seu tempo a um programa chamado Fashion Police. A gripe cá de casa fez com que o meu percurso pelo zapping, que normalmente chega ao Fox Life (73) e volta para trás, se tornasse mais extenso. Aquilo é um conjunto de mulheres e homens bem vestidos e com bom aspecto que criticam com graça e com conhecimento de causa o mundo da moda.
Eu acho piada por duas razões: primeiro porque não sou fashion victim, por uma questão de opção pessoal (leia-se falta de tempo, de dinheiro e de pachorra) mas estas coisas divertem-me e segundo, não entendo como é que criaturas sem qualquer postura de qualquer espécie se colocam em cima de um pedestal de suposto bom gosto para fazer suposta crítica de moda a pessoas tão insignificantes como uma Angelina Jolie ou uma Anne Hathaway, que são realmente referências visuais.....
Eu acho piada por duas razões: primeiro porque não sou fashion victim, por uma questão de opção pessoal (leia-se falta de tempo, de dinheiro e de pachorra) mas estas coisas divertem-me e segundo, não entendo como é que criaturas sem qualquer postura de qualquer espécie se colocam em cima de um pedestal de suposto bom gosto para fazer suposta crítica de moda a pessoas tão insignificantes como uma Angelina Jolie ou uma Anne Hathaway, que são realmente referências visuais.....
28 de janeiro de 2011
20 de janeiro de 2011
Só para registo
O meu ordenado levou uma traulitada.
Não refilo, resigno-me veementemente.
Tenho dito.
Não refilo, resigno-me veementemente.
Tenho dito.
18 de janeiro de 2011
"Eu era um mísero professor"
É tão bonito, o amor à profissão.
(Eu cá sou mísera também mas não tenho aplicações no BPN...)
(Eu cá sou mísera também mas não tenho aplicações no BPN...)
12 de janeiro de 2011
Directo, facto e outras coisa que tais
Não há por acaso nenhuma deliberação legal que proteja cidadãos como eu da recusa em escrever coisas como directo e facto em vez de direto e fato???
31 de dezembro de 2010
23 de dezembro de 2010
Agitem-se
Agitem-se, peguem-se a estalo, gritem, chateiem-se, enervem-se e stressem muito porque afinal o Natal é isso mesmo. Eu cá, nos dias que antecedem a festa, gosto de estar em casa, a ler, a usufruir da companhia dos meus filhos, a adiantar trabalho e a fazer panquecas porque compro presentes em Novembro e entendo que o Natal deve ser sinónimo de paz e de família.
17 de dezembro de 2010
Figadeira
Tomar as dores de um filho é inevitável. Nem todo o exercício de racionalização impede a vontade de os defender, mesmo quando a razão não está inteiramente do lado deles. Tenho figadeira de pensar em gente mal criada que lida com crianças como se de adultos se tratassem. Ser mãe não é fácil, não poder ser omnipresente não é fácil, não mandar pessoas àquele sítio em determinadas situações não é fácil, ser civilizado não é fácil. O que é fácil é pensar que o melhor, em certas situações, é ignorar majestosamente e com educação, transeuntes da nossa existência, que o melhor que merecem é toda a força da nossa capacidade de ignorar. E servem estas palavras como tentativa de desmistificar a eventual sobrevalorização e a frustração de não poder reagir de forma coadunada com o instinto puramente humano de defesa da cria. Afinal de contas, também pode ser essa a utilização do meu blog. Se eu tivesse figadeira pós natalícia, tomava um medicamento. Como tenho figadeira psicológica, tento resolvê-la com palavras. Mesmo que isso implique, per si, dar importância a um assunto que não deve ser importante...
15 de dezembro de 2010
14 de dezembro de 2010
Sinais claros da adolescência próxima:
O meu mais velho canta no carro, pede para mudar de rádio e para pôr "um bocadinho mais alto", responde torto, acha que as miúdas são uma seca (por enquanto), esparrama-se no sofá a ver televisão, deixou de suportar uma ida às compras comigo (apesar da minha rapidez), entre outros sintomas que revelam, apesar de ser tão fácil e gratificante lidar com ele, que vem aí, em força, a famigerada adolescência. Consola-me pensar que a da mais nova, por enquanto, está longe.
9 de dezembro de 2010
Viagem multicultural
Uma viagem de metro entre o Areeiro e os Anjos (evitando o Intendente que está mauzinho de todo) pode revelar uma Lisboa multicultural bem interessante. Não se percebe muito bem se estamos no Bangladesh, no Paquistão ou numa qualquer província chinesa. A coisa tem um cheirinho a Brasil mas não aparenta ter nada de África. Nós, nativos, naquele percurso, somos poucos e sentimo-nos envolvidos pelo Mundo. Pena é que aquelas estações de metro, as do Mundo, sejam dominadas pela humidade, pelo sujo, pelo escuro. Faltam-lhes limpeza, renovação e azulejos portugueses. É pena.
8 de dezembro de 2010
5 de dezembro de 2010
14 de novembro de 2010
13 de novembro de 2010
12 de novembro de 2010
11 de novembro de 2010
Adeus "Senhor do Adeus"
Não sei se se lembram mas o Sr. João. Pairava atento no Restelo e no Saldanha. Dedicava-se com afinco ao aceno. Dizia adeus às pessoas. E gostava de cinema. Gostava acima de tudo das pessoas. Era só e dedicava-se a dizer-lhes adeus. Eu retribui muitas vezes o adeus ao Sr. João. E ainda bem, porque ele já cá não está. Fazem falta as pessoas que gostam simplesmente de pessoas.
5 de novembro de 2010
Gargalhar e natas
Chegam ao meu email documentos, numa singela sexta feira ao fim da tarde na qual me dedico afincadamente a um bacalhau com natas, cerimoniosamente enviados para conhecimento geral, que de tão engraçados e estrondosamente curiosos deviam dar para gargalhar. Vale-me a minha ironia e o meu sentido de humor, indubitavelmente.
4 de novembro de 2010
3 de novembro de 2010
29 de outubro de 2010
"Sempre a correr??!!!"
Vou eu esbaforida corredor fora quando oiço "Bom dia!!!! Anda sempre a correr???!!!" E eu respondo "Bom dia, sempre!" Ora bem, na realidade eu estava aflita para despejar meia garrafa de 1,5 litro mas aquele comentário deixou-me a pensar. De facto eu pareço uma espécie de tgv à escala de um edifício centenário... Ando sempre a correr porque não gosto de sair da toca, detesto parar porque parar é perigoso, nunca se sabe onde há gente pensativa e intelectualmente produtiva (ou não) num corredor e nunca se sabe até que ponto, ao virar de uma esquina e no galgar de um qualquer degrau se podem ouvir notícias tristes. Perninhas, para que te quero!!!!
28 de outubro de 2010
Do país doente
"Mãe, eu sei que a vida está difícil mas quando o país estiver bom a mãe pode comprar-me uns autocolantes?"
"..."
"Mãe, fiz uma pergunta."
"Podes, filha mas entretanto podes usar o teu dinheiro."
"..."
"Mãe, fiz uma pergunta."
"Podes, filha mas entretanto podes usar o teu dinheiro."
"Posso mas como isto está..."
Observações: São surpreendentes as afirmações das crianças quando menos as esperamos, tem graça a noção de que o país está doente (teremos médica??) e tem mais graça ainda os meus filhos nunca terem sido habituados a serem consumistas porque isto agora de encarar a "doença" nacional vai ser mais fácil.
Observações: São surpreendentes as afirmações das crianças quando menos as esperamos, tem graça a noção de que o país está doente (teremos médica??) e tem mais graça ainda os meus filhos nunca terem sido habituados a serem consumistas porque isto agora de encarar a "doença" nacional vai ser mais fácil.
27 de outubro de 2010
Maravilhas da tecnologia
É incrível, estou a trabalhar num projecto com um colega sérvio. Manda-me a parte dele que eu preciso de juntar à minha, que por sua vez lhe foi enviada do pc de casa, logo, não está nos enviados. Vou à pendrive mas também não está, vou ao pc do trabalho e também não está ("tão arrumadinha, tão arrumadinha mas depois não encontra o que precisa", está o "pai" a pensar no momento em que lê estas linhas)... Não quero deixar a coisa para depois de maneira que vou buscá-la onde? A Belgrado, via email. É extraordinário, que seria de nós sem correio electrónico?
26 de outubro de 2010
O frio vem aí,
25 de outubro de 2010
Pode? Pode.
Pode a resposta a uma carta com a sugestão e a criação de uma coisa nova (que não implica valores, pessoas nem quaisquer complicações) estar a demorar três meses e meio? Pode.
Por incrível que possa parecer, pode.
Por incrível que possa parecer, pode.
22 de outubro de 2010
A Arte e eles
De quando em vez lembro-me de dar uso à minha formação académica e ofereço às turmas dos meus filhos uma aula a propósito da História da Arte e saem coisas maravilhosas: "Alguém sabe o que é a Arte?" (...) "Então, são as obras primas, as óperas e todas as coisas que até nós crianças fazemos e que são bonitas". Tantos anos de estudo podiam resumir-se assim, de forma clara...
18 de outubro de 2010
As (des)alegrias da maternidade
A minha visão realista, pese embora feliz, da maternidade nunca me permitiu devaneios como "ai que bom estar grávida", "ai que maravilha dormir pouco", etc. Achei sempre que isto de ser mãe havia de trazer, mesmo antes da tenebrosa adolescência (coitada da minha mãe que teve de me aturar), amargos de boca. De repente, sentimo-nos na eminência (ou de facto) de cabeça perdida com a frustração (a nossa colada à deles) de não os conseguir fazer atingir um objectivo. Porque o bem estar deles, o que passa também pelo cumprimento dos seus afazeres diários, pela sua auto estima e saúde cerebral, não se limita portanto ao óbvio e às vezes torna-se um desafio de nervos. Porque ser mãe não traz como pressuposto saber sempre manter a calma (e aqui entra a frustração de não ter a calma olímpica da minha mãe, tenho desgraçadamente essa falha no meu código genético), não traz livro de instruções e não traz a obrigação divina de saber como reagir nas (des)alegrias da maternidade. E às vezes falhamos, acima de tudo porque queremos ser uma referência de serenidade, pese embora de rigor. São as (des)alegrias da maternidade, que nos frustram a nós, a eles e que tornam alguns dias piores do que outros, fazendo dos factores macroeconómicos, menores e insignificantes perante questões de fundo microfamiliar.
15 de outubro de 2010
13 de outubro de 2010
Quem espera...
Quase um ano em busca de um santo que me arranjasse 2 janelas depois, com muito telefonema e muita insistência, hoje, finalmente, as ditas estão arranjadas. Quem espera pacientemente (ou não) lá consegue o que precisa. Entretanto, na minha reconciliação com a cozinha e com a minha bimby (que já tenho há muito tempo portanto não estou com síndrome de histeria bimbólica) usufruo a partir de hoje de um novo e maravilhoso livro de receitas base, com o dobro das receitas, separador de protecção e sem gorduras e rasgões do uso.


10 de outubro de 2010
7 de outubro de 2010
6 de outubro de 2010
Coisas desagradáveis
Em dia de chuva, sair de casa com sabrinas, sentir frio nos pés e rezar por umas botas...
4 de outubro de 2010
3 de outubro de 2010
Ensandeci...
Só isso explica que tenha conseguido fazer uma Torta de Azeitão na minha bimby, com doce de ovos e tudo, apesar de se ter desmanchado e de ter passado a manhã na cozinha. De certeza....
28 de setembro de 2010
27 de setembro de 2010
23 de setembro de 2010
20 de setembro de 2010
E pronto,
Está completa a trilogia filho/árvore/livro. Não muda nada até porque entendo que o primeiro item, esse sim, vai perpetuar-me na vida (assim o desejo). No entanto fica, sem dúvida, a satisfação do dever cumprido. Por enquanto!
14 de setembro de 2010
12 de setembro de 2010
70
Não sei se chegarei aos 70 como a minha mãe chega hoje aos dela. Com alegria, energia, espírito positivo e acutilante inteligência sempre em actividade. Espanta-me, diariamente, a forma como lida com a adversidade. Se lhe passar um camião por cima, terei pena do camião porque a sua recuperação face aos embates da vida parece-me sempre de uma ligeireza extraordinária e que não implica meses numa oficina. Descansa-me saber que herdei dela alguma coisa, apesar de sofrer sempre por antecipação, também aprendi o exercício da relativização das coisas, o que é bom. Este ano, faço metade da sua idade mas sei que quando atingir a outra metade não vou ter aquela energia toda. Espero, no entanto, conseguir saber dar todos os pontapés no azar da maneira como a minha mãe o faz.
9 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
Coisas boas do português
1 de setembro de 2010
30 de agosto de 2010
19 de agosto de 2010
31 de julho de 2010
28 de julho de 2010
Nova maleita
Confirma-se: degenerescência (hã???) no corno (no corno???) do menisco. Pois... Parece que terei de viver com isto. As dores. Vou ver se não acabo como o House, vamos lá ver se evito o Vicodin. E a muleta, já agora.
25 de julho de 2010
Foi o meu fim de semana:
Almoçar no Aleixo (aqueles filetes de polvo dão cabo de qualquer um), olhar o Douro ao pormenor, visitar a Fundação Eça de Queiroz (maravilha... ah grande Eça), jantar no Castas & Pratos (carregue-se e espreite-se) e tomar um café no Acquapura Douro Valley. Uma maravilha!
16 de julho de 2010
14 de julho de 2010
8 de julho de 2010
6 de julho de 2010
Aqui está ele
1 de julho de 2010
Maleitas
São 34 anos e ele é: doença venosa (vulgo varizes) com histórico de cirurgia aos 22 para extracção de safenas internas, pielonefrite (vulgo infecção renal) que traz cuidados diários ao rim, astigmatismo (vulgo 4,5 dioptrias=toupeira disfarçada atrás de fiéis lentes de contacto). Como se isto não chegasse, hoje percebi que uma dor num joelho com meses de queixa tem origem numa "não sei quantas" do menisco. É fantástica a naturalidade com a qual recebo estas notícias. É mais uma maleita e eu não sou hipocondríaca. Haja saúde porque graças a Deus não é nada de grave. Descansa-me certeza que o meu marido já não vai a tempo de me devolver à proveniência apesar de tanto defeito de fabrico. Já não estou na garantia!!
30 de junho de 2010
27 de junho de 2010
26 de junho de 2010
23 de junho de 2010
É oficial
O meu mais velho:
Está a viver a sua primeira paixoneta,
Ouve música alto no quarto (lá em casa isso era proibido).
Porque é homem, tem no pai um confidente,
Logo, não tem certas conversas comigo,
Só com ele....
Ou seja, o meu mais velho:
Tem hormonas,
Vai começar, oficialmente, a dar-me trabalho.
(ah pois pois, é bom vê-los crescer... exacto....)
Giro.... Tem dias!
Está a viver a sua primeira paixoneta,
Ouve música alto no quarto (lá em casa isso era proibido).
Porque é homem, tem no pai um confidente,
Logo, não tem certas conversas comigo,
Só com ele....
Ou seja, o meu mais velho:
Tem hormonas,
Vai começar, oficialmente, a dar-me trabalho.
(ah pois pois, é bom vê-los crescer... exacto....)
Giro.... Tem dias!
22 de junho de 2010
O bom senso e a simplicidade
O bom senso e a simplicidade são valores ancestrais. Aplicam-se a muitas coisas e deviam-se aplicar a mais ainda. O meu sentido crítico por exemplo, tem bom senso mas nem sempre apresenta simplicidade. Por isso e pelo meu bom senso, estou muitas vezes calada. Por isso e pelo meu bom senso, perante certos espectáculos de falta de bom senso, evito deixar cair o queixo e como tenho muito humor, evito gargalhar. Às vezes com pena. Ora muitas vezes à ausência de bom senso e de simplicidade junta-se a falta de gosto. E essa tem de ser respeitada, como tudo na vida mas eu cá reservo-me o direito de tolerar mal esta junção de três factores. Os três juntos podem revelar-se tristemente sinistros. Faço esta reflexão porque estive recentemente numa cerimónia matinal (note-se: matinal) mas que não era um casamento (nem nada que se parecesse), na qual vi desfilar brilhos, dourados, saias demasiado curtas, cetins, tecidos em pandan, "écharpes" (maldita invenção - como se uma "écharpe" resolvesse alguma coisa...). Um horror a fazer lembrar a importância da simplicidade. Só a simplicidade. Faltam boas referências , as sociais e as familiares. Essas que nem mil livros da treta sobre etiqueta e "savoir faire" podem colmatar. Falta bom senso. Falta simplicidade. Falta a bonita noção das coisas. E esta sim, aplica-se a muitas coisas do momento que todos vivemos.
21 de junho de 2010
O "meu mais velho"
18 de junho de 2010
Hoje, os Nobel e Portugal
Se hoje Saramago se encontrar com Egas Moniz, na imensidão da vida, talvez conversem, talvez discutam política, talvez embirrem um com o outro. Foram dois homens. Foram dois prémios. Se hoje lembramos que Saramago defendia a importância das ideias, talvez conversem a propósito de que sim, ambos tiveram ideias. Porque ter boas ideias, em nome da Ciência e da Literatura, seja por que via for, não é nenhuma evidência. Neste país, este que hoje conhecemos e neste onde hoje vivemos, Moniz e Saramago foram marinheiros na nau das ideias e sim, avistaram o Oriente que tantas glórias trouxe a Portugal. E por isso sim, enalteça-se, faça-se luto. Leia-se. Saramago foi português.
17 de junho de 2010
A saga
A minha relação básica com a tecnologia impede-me em absoluto de gastar muito dinheiro com ela. Com telefones então, a coisa vai ao extremo. Nos últimos anos dei cabo de dois destes (que abaixo apresento). Um desligava-se de 2 em 2 segundos, o outro desliga-se de 5 em 5, caiu e tem o ecran todo preto, coitado. E coitado do Pai, cromo da tecnologia, que trata os seus apetrechos, cabos e caixas com mimo e atenção (a minha arrecadação parece um armazém), que traz os ditos para casa para os ver morrer nas minhas mãos. Em 14 anos (!) de telemóvel, comprei um único... No ano passado, com o Pai ausente, fiquei sem o meu primeiro N95 em funcionamento. Morreu. Fui à Fnac, comprei o Nokia mais barato (28 euros), só que cheguei ao carro a afinal tinha comprado sim mas de outra operadora. Não trocaram e então tive que comprar um segundo, da minha operadora. Bimba, pois, muito bimba. Eu é mais livros e carteiras.... Isto tudo para dizer que o meu telefone está em morte iminente e o meu despego à electrónica deixa-me indiferente ao dito...


16 de junho de 2010
11 de junho de 2010
Coisas que me irrrrrrrritam
7 de junho de 2010
Acabou!!!!!!!!
2 de junho de 2010
29 de maio de 2010
Diz que vou
Sou anti-multidão, anti-confusão, anti-barulheira. Normalmente, onde vão muitos, todos juntos, eu não vou, a não ser que me apele ao coração e ao gosto. Apesar disso, a minha afilhada e sobrinha pediu-me que fosse com ela ao dito Rock in Rio, que eu adoro ver na televisão (nem o Elton me levaria ali), porque mais ninguém podia ir com ela. Eu disse que sim porque entendo que um dia se vai lembrar da tia que fazia programas giros com ela. Acresce a minha falta de uma boa madrinha que me levasse onde quer que fosse, de modo que faço o meu melhor para lhe servir de referência. Assim sendo vou com ela e com a minha coragem, fazer terapia anti-multidão e ouvir a não sei quantas Montana, espécie de americanice que debita musicol enlatado. Diz que vou.
27 de maio de 2010
Eu não estou aqui
Eu estar aqui é sinal de uma qualquer sintomatologia mental. Porque eu estar aqui debaixo deste tempo depressivo, acompanhada destas dores de cabeça e a trabalhar num assunto que ainda por cima está de acordo com a minha incapacidade de escrever momentânea, sob a forma de um bloqueio que ainda por cima me faz sentir pouco produtiva, prova que eu não estou aqui. Estou deitada numa espreguiçadeira, porque detesto areia, ouço as ondas do mar a bater na areia e acabei de pedir a um senhor simpático que me traga, por favor, uma caipirinha. Tenho um livro para ler, estou a respirar ar puro e daqui a bocado vou almoçar uma coisa qualquer para a qual não tenho imaginação porque pensar em comida dá-me trabalho.
Portanto, eu não estou, definitivamente, aqui.
Portanto, eu não estou, definitivamente, aqui.
26 de maio de 2010
Manual de instruções
As crianças chegarem sem um manual de instruções anexado já é mau. Atingirem a pré adolescência sem trazerem incorporado um calhamaço intitulado "Aprenda a lidar com respostas tortas e síndrome de eu sei tudo e os outros todos que vão dar uma volta", para consulta rápida e diária é que se vai revelando cada vez mais complicado. Haja paciência...
25 de maio de 2010
Ele há coisas...
Parece que a Assembleia da República vai ter orçamento superior ao do ano passado e que parte desse orçamento vai ser usado em decoração?
19 de maio de 2010
Estes?
18 de maio de 2010
à espera
Esperámos, a tiritar no ventinho da manhã, o céu de vidro das primeiras horas de luz, o nevoeiro cor de sarja do equinócio, os frisos de espuma que haveriam de trazer-nos, de mistura com os restos de feira acabada das vagas e os guinchos de borrego da água no sifão das rochas, um adolescente loiro, de coroa na cabeça e beiços amuados , vindo de Alcácer Quibir com pulseiras de cobre trabalhado dos ciganos de Carcavelos e colares baratos de Tânger ao pescoço, e tudo o que pudemos observar, enquanto apertávamos os termómetros nos sovacos e cuspíamos obedientemente o nosso sangue nos tubos do hospital, foi o oceano vazio até à linha do horizonte coberta a espaços de uma crosta de vinagreiras, famílias de veraneantes tardios acampados na praia, e os mestres da pesca, de calças enroladas, que olhavam sem entender o nosso bando de gaivotas em roupão, empoleiradas a tossir nos lemes e nas hélices, aguardando, ao som de uma flauta que as vísceras do mar emudeciam, os relinchos de um cavalo impossível.
António Lobo Antunes, As Naus.
António Lobo Antunes, As Naus.
17 de maio de 2010
13 de maio de 2010
Chamem o Torres Couto, sff...
Só ele sabia afirmar um Portugal "que está muito mól" e apelar à urgência de "uma greve sindicól". Alguém se lembra disto ou só eu é que tenho memória selectiva no mau sentido político da coisa?
12 de maio de 2010
11 de maio de 2010
Dias que ficam
Assistir de longe ao Presidente da República, perante as forças militares, tendo como fundo uma centenas de crianças a cantar com todas as suas forças o seu Hino não é coisa que vá esquecer tão cedo. Entre elas estão os meus dois filhos, que de certeza vão levar isso pela vida fora. Eu pelo menos nunca me esqueci das duas vezes que vi o Papa João Paulo II. É um dia de alegria.
10 de maio de 2010
Cereja = Cerise
Eu numa sessão de manicure, com o meu habitual cepticismo perante unhas às cores mas num dia de má disposição, opto por um tom escuro. E digo:
- Olhe, vamos tentar este. é giro. Tem cor de cereja.- Não é bem.
- (...)
- É que agora usam-se os cor de rosa e este realmente...
- Pois, pode ser que me habitue!
- E vai-lhe bem à pele, é assim um cerise.
- (...)
Percebem os anglófonos porque é que ainda fazem falta os francófonos?
6 de maio de 2010
5 de maio de 2010
"Ó mãe, estou nervoso"
A primeira insónia do meu filho deu-se ontem, na véspera do seu primeiro exame. Andou às voltas, desconsolado e hoje, acordado com mimo extra (o acordar lá de casa assemelha-se ao acordar da caserna... se um dia me faltar o emprego posso certamente ir fazer o papel de trombone matinal num qualquer quartel do país), confessou-me "ó mãe, estou nervoso". Claro que a coisa faz parte da vida e é melhor assim. O primeiro exame da minha vida foi a aferição de entrada para a Faculdade, experiência que por ter sido tardia se revelou traumática, apesar dos bons resultados. Aquilo que custa é não lhe poder dizer que os ditos exames servem para avaliar o desempenho da escola e dos professores, muito mais do que o deles. Como consolação, está prometida uma sobremesa cheia de chocolate para o jantar de hoje.
3 de maio de 2010
2 de maio de 2010
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