14 de outubro de 2011

Vamos lá ver

Agora que já não somos ameaçados pela doença e estamos definitivamente infectados, avancemos. Assim já dói tudo de uma vez e enfrenta-se a situação, mesmo com falta de medicação disponível. Isto de ser historiador tem vantagens. Quando os meus amigos dizem que isto nunca esteve não mau eu pergunto, mas alguma vez isto esteve bem? Esteve, lá nos idos heróicos (e fascinantes) das especiarias e do desbravar do Mundo e porque é que chegámos aí? Porque precisávamos de riqueza, não havia. Esteve, quando veio o ouro do Brasil. Demos cabo dele, em obras megalómanas (abençoadas). Entretanto, sobrevivemos a um terramoto imortalizado nas palavras de Voltaire e a uma guerra da qual muitos já não se lembram, eu lembro-me dela porque a vivi por osmose familiar. Vive-se a guerra económica, vamos repensar a vida mas somos bons sobreviventes. Espera-se que lá para Alemanha aquilo não sejam ecos pré ditatoriais, porque afinal de contas a história é ciclica. Não é por acaso que as "usines" francesas e alemãs e as "padarias" cariocas de meados do século XX estão a dar lugar às empresas angolanas e brasileiras. É que isto dá voltas mas nós temos que sobreviver. Com amor à pátria, aos montes, como a tal pimenta do tempo dos navegantes.

10 de outubro de 2011

4 de outubro de 2011

2000 | 2003 | 2011

De repente percebi que os meus filhos já têm 8 e 11 anos. Hoje o mais velho faz 11 anos. O nascimento dele foi uma conquista de vida, uma alegria desmedida e enfim, desta sabe bem que me conhece todas as cores. O dela também, sem tirar nem por mas reveste-se de um cariz mais revolucionário ainda, porque nasceu "ela" e habituou-me um bocadinho mais ao movimento e à desarrumação. Ainda bem. Passados 11 anos e no meio de um dia árduo que se faz acompanhar de uma enxaqueca que já leva 4 dias, parei para pensar e cheguei à conclusão que me considero uma boa mãe e essa sim é uma vitória, pessoal e valiosa. Só isso explica que há uns dias (sim, antes da enxaqueca) um deles me tenha dito: "mãe, eu não lhe vou dar problemas". E quem tem disto, tem tudo.

18 de setembro de 2011

Serve o presente

Só para informar os meus eventuais e parcos leitores que isto de eu não vir aqui opinar acerca de coisa nenhuma se prende com uma absoluta ausência de tempo para tudo o que não seja trabalhar e (nos intervalos) ocupar-me da existência de dois filhos. Cada vez percebo menos essa coisa das mulheres executivas e políticas que são estrondosas no seu desempenho profissional e ainda se dizem mães extremosas. Não percebo porque eu estou longe de ser uma das duas coisas e dá-me cabo dos nervos não ter capacidade mental para marcar uma consulta médica que já devia ter tido lugar antes do Verão, quanto mais dizer-me mãe extremosa..... Até já.

8 de agosto de 2011

Speedy


O novo modelo, saído do forno,


e o clássico :)

19 de julho de 2011

Boas paragens


Darwin´s Café, não pela comida mas pelo espaço e pelo rio.
E pelo cheiro a Ciência.

18 de julho de 2011

A propósito do (meu) coração




Este vem da Anatomia do Gray e o meu está sanado.

14 de julho de 2011

7 de julho de 2011

A fé? É isto.

"Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará."

Maria José Nogueira Pinto, "Nada me faltará", Diário de Notícias.

29 de junho de 2011

Boas efemérides

15 anos de namoro. Hoje.

28 de junho de 2011

Ter ou não ter

Não tenho tempo, não tenho vagar, não me dá para escrever aqui, não me dá para escrever outras coisas noutros sítios, não me dá para atender às novas propostas do governo, não em dá para ver as minhas séries habituais, não me dá para exposições, não me dá para as reuniões iguais às outras que foram exactamente como a última, não me dá. Tenho calor, tenho necessidade de férias, tenho necessidade de livros, tenho necessidade de um daqueles livros arrebatadores, tenho necessidade de petiscar gambas cozidas e vinho branco. Conclusão, ter ou não ter pode ser a minha questão, de maneira que urge comprar um livro, pegar nos meus filhos e petiscar gambas e vinho branco à beira mar.

3 de junho de 2011

São muitos



Mas estes são os próximos a fazer companhia ao Gandhi no meu frigorífico.Da esquerda para a direita, apresentam-se Jesus, Einstein, Marx e o cão de Pavlov. Vivem todos aqui.

1 de junho de 2011

Facto


A minha agenda era suficiente e deixou de ser.
Vive na dependência de post its anexos.....

27 de maio de 2011

Catrapum!

Pronto, há alturas na vida em que tudo acontece ao mesmo tempo. Sei lá, por exemplo o pai vai passar uns tempos longe e de repente tive direito a uma acumulação de funções. A segunda tem a vantagem de não me dar tempo para pensar na primeira. Os desafios profissionais são bons, alguns metem medo e trazem alguns amargos de boca mas são importantes para que mostremos a nós e aos outros (eventualmente) o que valemos. Ah e mudei de cheiro, ao fim de muitos anos. É muita coisa ao mesmo tempo. Aproximam-se tempos complexos no meu microcosmos mas há saúde e boa vontade. O resto resolve-se. Quanto ao primeiro item, que passe depressa que o meu sentido familiar não se coaduna com ausências muito prolongadas, embora haja vantagens na passagem pelos freeshops da vida....

3 de maio de 2011

28 de março de 2011

24 de março de 2011

Na "bica" matinal

"As pessoas dizem que ele é desumano mas ele coitadinho não tem culpa do que a Europa exige dele". Ele = Sócrates e vai-se a ver ainda o reelegem. A "bica" acabou por me saber mal.

22 de março de 2011

Era assim:

Eu não tinha dores de cabeça, eu não tinha o nariz em rebelião, eu não tinha um texto chato para escrever, eu não tinha um texto chato para escrever empancado há meses, eu não tinha que aturar algumas pessoas que poluem a visão e a audição, eu não tinha uma pátria que está na lama, eu não tinha que estar aqui. Pronto, não tinha. Mas estou!

14 de março de 2011

Até que a voz me doa

O pior é quando ela dói mesmo. E quando desaparece. Anos e anos sem ter dores de garganta, depois de anos a sofrer com elas, as ditas voltam em força, todos os invernos, atacam e roubam-me a voz. O pior é que eu preciso dela para trabalhar. Sem voz, não se cumpre a missão. Não é que estar calada me faça mal. Lá dizem que o silêncio é de ouro e mal estão aquele que gostam mesmo de se ouvir mas isto assim não dá jeito e dói que se farta.

2 de março de 2011

Derby de hoje

Socrates - 0
Dívida externa - 7 (quase 8)
E viva o Sporting.

1 de março de 2011

As vantagens ter um blog

Quando se tem um conjunto vasto de coisas para escrever sobre assuntos díspares (e vastos) e não se tem qualquer inspiração, serve para chegar aqui e ganhar a noção de que pelo menos uma frase somos capazes de escrever, sem obedecer a qualquer assunto de maior complexidade....

15 de fevereiro de 2011

30 de janeiro de 2011

Fashion Police

Algures no mundo extenso de canais que povoam a tv, há um canal cujo nome não me lembro, que dedica algum do seu tempo a um programa chamado Fashion Police. A gripe cá de casa fez com que o meu percurso pelo zapping, que normalmente chega ao Fox Life (73) e volta para trás, se tornasse mais extenso. Aquilo é um conjunto de mulheres e homens bem vestidos e com bom aspecto que criticam com graça e com conhecimento de causa o mundo da moda.
Eu acho piada por duas razões: primeiro porque não sou fashion victim, por uma questão de opção pessoal (leia-se falta de tempo, de dinheiro e de pachorra) mas estas coisas divertem-me e segundo, não entendo como é que criaturas sem qualquer postura de qualquer espécie se colocam em cima de um pedestal de suposto bom gosto para fazer suposta crítica de moda a pessoas tão insignificantes como uma Angelina Jolie ou uma Anne Hathaway, que são realmente referências visuais.....

20 de janeiro de 2011

Só para registo

O meu ordenado levou uma traulitada.
Não refilo, resigno-me veementemente.
Tenho dito.

18 de janeiro de 2011

"Eu era um mísero professor"

É tão bonito, o amor à profissão.
(Eu cá sou mísera também mas não tenho aplicações no BPN...)

Há livros nos quais tropeçamos...

12 de janeiro de 2011

Directo, facto e outras coisa que tais

Não há por acaso nenhuma deliberação legal que proteja cidadãos como eu da recusa em escrever coisas como directo e facto em vez de direto e fato???

31 de dezembro de 2010

Vem aí mais um

E mais um acaba hoje. Amanhã começa outro.
Bom Ano!

23 de dezembro de 2010

Agitem-se

Agitem-se, peguem-se a estalo, gritem, chateiem-se, enervem-se e stressem muito porque afinal o Natal é isso mesmo. Eu cá, nos dias que antecedem a festa, gosto de estar em casa, a ler, a usufruir da companhia dos meus filhos, a adiantar trabalho e a fazer panquecas porque compro presentes em Novembro e entendo que o Natal deve ser sinónimo de paz e de família.

17 de dezembro de 2010

Figadeira

Tomar as dores de um filho é inevitável. Nem todo o exercício de racionalização impede a vontade de os defender, mesmo quando a razão não está inteiramente do lado deles. Tenho figadeira de pensar em gente mal criada que lida com crianças como se de adultos se tratassem. Ser mãe não é fácil, não poder ser omnipresente não é fácil, não mandar pessoas àquele sítio em determinadas situações não é fácil, ser civilizado não é fácil. O que é fácil é pensar que o melhor, em certas situações, é ignorar majestosamente e com educação, transeuntes da nossa existência, que o melhor que merecem é toda a força da nossa capacidade de ignorar. E servem estas palavras como tentativa de desmistificar a eventual sobrevalorização e a frustração de não poder reagir de forma coadunada com o instinto puramente humano de defesa da cria. Afinal de contas, também pode ser essa a utilização do meu blog. Se eu tivesse figadeira pós natalícia, tomava um medicamento. Como tenho figadeira psicológica, tento resolvê-la com palavras. Mesmo que isso implique, per si, dar importância a um assunto que não deve ser importante...

14 de dezembro de 2010

Um bom livro



Sinais claros da adolescência próxima:

O meu mais velho canta no carro, pede para mudar de rádio e para pôr "um bocadinho mais alto", responde torto, acha que as miúdas são uma seca (por enquanto), esparrama-se no sofá a ver televisão, deixou de suportar uma ida às compras comigo (apesar da minha rapidez), entre outros sintomas que revelam, apesar de ser tão fácil e gratificante lidar com ele, que vem aí, em força, a famigerada adolescência. Consola-me pensar que a da mais nova, por enquanto, está longe.

9 de dezembro de 2010

Viagem multicultural

Uma viagem de metro entre o Areeiro e os Anjos (evitando o Intendente que está mauzinho de todo) pode revelar uma Lisboa multicultural bem interessante. Não se percebe muito bem se estamos no Bangladesh, no Paquistão ou numa qualquer província chinesa. A coisa tem um cheirinho a Brasil mas não aparenta ter nada de África. Nós, nativos, naquele percurso, somos poucos e sentimo-nos envolvidos pelo Mundo. Pena é que aquelas estações de metro, as do Mundo, sejam dominadas pela humidade, pelo sujo, pelo escuro. Faltam-lhes limpeza, renovação e azulejos portugueses. É pena.

5 de dezembro de 2010

13 de novembro de 2010

11 de novembro de 2010

Adeus "Senhor do Adeus"

Não sei se se lembram mas o Sr. João. Pairava atento no Restelo e no Saldanha. Dedicava-se com afinco ao aceno. Dizia adeus às pessoas. E gostava de cinema. Gostava acima de tudo das pessoas. Era só e dedicava-se a dizer-lhes adeus. Eu retribui muitas vezes o adeus ao Sr. João. E ainda bem, porque ele já cá não está. Fazem falta as pessoas que gostam simplesmente de pessoas.

5 de novembro de 2010

Gargalhar e natas

Chegam ao meu email documentos, numa singela sexta feira ao fim da tarde na qual me dedico afincadamente a um bacalhau com natas, cerimoniosamente enviados para conhecimento geral, que de tão engraçados e estrondosamente curiosos deviam dar para gargalhar. Vale-me a minha ironia e o meu sentido de humor, indubitavelmente.

4 de novembro de 2010

Muito

Muito muito muito bom. Memorável.

29 de outubro de 2010

"Sempre a correr??!!!"

Vou eu esbaforida corredor fora quando oiço "Bom dia!!!! Anda sempre a correr???!!!" E eu respondo "Bom dia, sempre!" Ora bem, na realidade eu estava aflita para despejar meia garrafa de 1,5 litro mas aquele comentário deixou-me a pensar. De facto eu pareço uma espécie de tgv à escala de um edifício centenário... Ando sempre a correr porque não gosto de sair da toca, detesto parar porque parar é perigoso, nunca se sabe onde há gente pensativa e intelectualmente produtiva (ou não) num corredor e nunca se sabe até que ponto, ao virar de uma esquina e no galgar de um qualquer degrau se podem ouvir notícias tristes. Perninhas, para que te quero!!!!

28 de outubro de 2010

Do país doente

"Mãe, eu sei que a vida está difícil mas quando o país estiver bom a mãe pode comprar-me uns autocolantes?"
"..."
"Mãe, fiz uma pergunta."
"Podes, filha mas entretanto podes usar o teu dinheiro."
"Posso mas como isto está..."
Observações: São surpreendentes as afirmações das crianças quando menos as esperamos, tem graça a noção de que o país está doente (teremos médica??) e tem mais graça ainda os meus filhos nunca terem sido habituados a serem consumistas porque isto agora de encarar a "doença" nacional vai ser mais fácil.

27 de outubro de 2010

Maravilhas da tecnologia

É incrível, estou a trabalhar num projecto com um colega sérvio. Manda-me a parte dele que eu preciso de juntar à minha, que por sua vez lhe foi enviada do pc de casa, logo, não está nos enviados. Vou à pendrive mas também não está, vou ao pc do trabalho e também não está ("tão arrumadinha, tão arrumadinha mas depois não encontra o que precisa", está o "pai" a pensar no momento em que lê estas linhas)... Não quero deixar a coisa para depois de maneira que vou buscá-la onde? A Belgrado, via email. É extraordinário, que seria de nós sem correio electrónico?

26 de outubro de 2010

O frio vem aí,

de maneira que me deu para pensar no Verão - sou tuga e como tal vivo o saudosismo da meteorologia - e lembrei-me do dia de Agosto último no qual me deu a louca do veraneio e fiquei com as mãos assim, tipo "Barbie vai à manicure"...

25 de outubro de 2010

Pode? Pode.

Pode a resposta a uma carta com a sugestão e a criação de uma coisa nova (que não implica valores, pessoas nem quaisquer complicações) estar a demorar três meses e meio? Pode.
Por incrível que possa parecer, pode.

22 de outubro de 2010

A Arte e eles

De quando em vez lembro-me de dar uso à minha formação académica e ofereço às turmas dos meus filhos uma aula a propósito da História da Arte e saem coisas maravilhosas: "Alguém sabe o que é a Arte?" (...) "Então, são as obras primas, as óperas e todas as coisas que até nós crianças fazemos e que são bonitas". Tantos anos de estudo podiam resumir-se assim, de forma clara...

18 de outubro de 2010

As (des)alegrias da maternidade

A minha visão realista, pese embora feliz, da maternidade nunca me permitiu devaneios como "ai que bom estar grávida", "ai que maravilha dormir pouco", etc. Achei sempre que isto de ser mãe havia de trazer, mesmo antes da tenebrosa adolescência (coitada da minha mãe que teve de me aturar), amargos de boca. De repente, sentimo-nos na eminência (ou de facto) de cabeça perdida com a frustração (a nossa colada à deles) de não os conseguir fazer atingir um objectivo. Porque o bem estar deles, o que passa também pelo cumprimento dos seus afazeres diários, pela sua auto estima e saúde cerebral, não se limita portanto ao óbvio e às vezes torna-se um desafio de nervos. Porque ser mãe não traz como pressuposto saber sempre manter a calma (e aqui entra a frustração de não ter a calma olímpica da minha mãe, tenho desgraçadamente essa falha no meu código genético), não traz livro de instruções e não traz a obrigação divina de saber como reagir nas (des)alegrias da maternidade. E às vezes falhamos, acima de tudo porque queremos ser uma referência de serenidade, pese embora de rigor. São as (des)alegrias da maternidade, que nos frustram a nós, a eles e que tornam alguns dias piores do que outros, fazendo dos factores macroeconómicos, menores e insignificantes perante questões de fundo microfamiliar.

15 de outubro de 2010

Fim de semana de trabalho


O que numa cidade como Évora representa sempre um prazer.

13 de outubro de 2010

Quem espera...

Quase um ano em busca de um santo que me arranjasse 2 janelas depois, com muito telefonema e muita insistência, hoje, finalmente, as ditas estão arranjadas. Quem espera pacientemente (ou não) lá consegue o que precisa. Entretanto, na minha reconciliação com a cozinha e com a minha bimby (que já tenho há muito tempo portanto não estou com síndrome de histeria bimbólica) usufruo a partir de hoje de um novo e maravilhoso livro de receitas base, com o dobro das receitas, separador de protecção e sem gorduras e rasgões do uso.


10 de outubro de 2010

99

Hoje, tenho uma (única) avó quase centenária.

6 de outubro de 2010

Coisas desagradáveis

Em dia de chuva, sair de casa com sabrinas, sentir frio nos pés e rezar por umas botas...

4 de outubro de 2010

10

E assim, num piscar de olhos, o meu filho mais velho tem 10 anos.

3 de outubro de 2010

Ensandeci...

Só isso explica que tenha conseguido fazer uma Torta de Azeitão na minha bimby, com doce de ovos e tudo, apesar de se ter desmanchado e de ter passado a manhã na cozinha. De certeza....

28 de setembro de 2010

E ganhei o dia

O dia, o mês, o ano. Vai abrir uma Muji em Lisboa!!!!

27 de setembro de 2010

23 de setembro de 2010

20 de setembro de 2010

E pronto,

Está completa a trilogia filho/árvore/livro. Não muda nada até porque entendo que o primeiro item, esse sim, vai perpetuar-me na vida (assim o desejo). No entanto fica, sem dúvida, a satisfação do dever cumprido. Por enquanto!

12 de setembro de 2010

70

Não sei se chegarei aos 70 como a minha mãe chega hoje aos dela. Com alegria, energia, espírito positivo e acutilante inteligência sempre em actividade. Espanta-me, diariamente, a forma como lida com a adversidade. Se lhe passar um camião por cima, terei pena do camião porque a sua recuperação face aos embates da vida parece-me sempre de uma ligeireza extraordinária e que não implica meses numa oficina. Descansa-me saber que herdei dela alguma coisa, apesar de sofrer sempre por antecipação, também aprendi o exercício da relativização das coisas, o que é bom. Este ano, faço metade da sua idade mas sei que quando atingir a outra metade não vou ter aquela energia toda. Espero, no entanto, conseguir saber dar todos os pontapés no azar da maneira como a minha mãe o faz.

9 de setembro de 2010

7 anos

E ainda no outro dia nasceu...
Isto passa mesmo a correr!

2 de setembro de 2010

Coisas boas do português

Dei por mim hoje, deliciada, ao balcão de uma pastelaria das Avenidas Novas, a observar a minha vizinha de balcão, em jeito de profissional, a comer o recheio do pastel de nata com a colher do café, misturar depois o café com a dita colher e morder com afinco a casca do pastel de nata. Adoro.

30 de agosto de 2010

19 de agosto de 2010