14 de janeiro de 2008
13 de janeiro de 2008
11 de janeiro de 2008
Das ameaças que pairam,
das que pairam, literalmente, no ar...
Inscreve-se na Arquitectura efémera. Foi construída como marco da Exposição Internacional de Paris, em 1889. Querem comparar (com as devidas diferenças temporais) com o caso português? Comparem-na com o Padrão dos Descobrimentos. Esse. Construído em gesso para a Grande Exposição do Mundo Português, em 1940, imortalizado em pedra na década de 6o. A Torre Eiffel ficou. Permaneceu. Como símbolo de França, dos franceses, da cultura francesa, da cultura europeia. Da Europa. Depois de Nova Iorque, Madrid, Londres, que não venha Paris. Que não. Et vive la France, do fundo dos meus pulmões.
Inscreve-se na Arquitectura efémera. Foi construída como marco da Exposição Internacional de Paris, em 1889. Querem comparar (com as devidas diferenças temporais) com o caso português? Comparem-na com o Padrão dos Descobrimentos. Esse. Construído em gesso para a Grande Exposição do Mundo Português, em 1940, imortalizado em pedra na década de 6o. A Torre Eiffel ficou. Permaneceu. Como símbolo de França, dos franceses, da cultura francesa, da cultura europeia. Da Europa. Depois de Nova Iorque, Madrid, Londres, que não venha Paris. Que não. Et vive la France, do fundo dos meus pulmões.
10 de janeiro de 2008
é preciso ler
De Nuno Markl, para quem está nos 30 e nos 40.
Um texto fabuloso.
Um texto fabuloso.
"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele.
Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim. Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração :
O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta. Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada."
(Nota: ...os chocolates não eram gamados no "Pingo Doce"... Ainda se chamava "Pão de Açúcar"!!!)"
Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim. Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração :
O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta. Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada."
(Nota: ...os chocolates não eram gamados no "Pingo Doce"... Ainda se chamava "Pão de Açúcar"!!!)"
9 de janeiro de 2008
O peixe
"É muito simples... É pescar o peixe! (...)
- Oh Jacinto, erga essa luz! - gritava ele inchado e suado. - Mais!... Agora! É na guelra! Só na guelra é que o gancho o pode prender. Agora... Qual! Que diabo! Não vai! Tirou a face do poço, resfolegando e afrontado. Não era possível! Só carpinteiros, Com alavancas!... E todos, ansiosamente, bradámos que se abandonasse o peixe!"
- Oh Jacinto, erga essa luz! - gritava ele inchado e suado. - Mais!... Agora! É na guelra! Só na guelra é que o gancho o pode prender. Agora... Qual! Que diabo! Não vai! Tirou a face do poço, resfolegando e afrontado. Não era possível! Só carpinteiros, Com alavancas!... E todos, ansiosamente, bradámos que se abandonasse o peixe!"
Eça de Queiroz, A cidade e as serras.
8 de janeiro de 2008
7 de janeiro de 2008
Prestuplenie I Nakazanie
В начале июля, в чрезвычайно жаркое время, под вечер, один молодой человек вышел из своей каморки, которую нанимал от жильцов в С — м переулке, на улицу и медленно, как бы в нерешимости, отправился к К — ну мосту. Он благополучно избегнул встречи с своею хозяйкой на лестнице. Каморка его приходилась под самою кровлей высокого пятиэтажного дома и походила более на шкаф, чем на квартиру. Квартирная же хозяйка его, у которой он нанимал эту каморку с обедом и прислугой, помещалась одною лестницей ниже, в отдельной квартире, и каждый раз, при выходе на улицу, ему непременно надо было проходить мимо хозяйкиной кухни, почти всегда настежь отворенной на лестницу. И каждый раз молодой человек, проходя мимо, чувствовал какое-то болезненное и трусливое ощущение, которого стыдился и от которого морщился. Он был должен кругом хозяйке и боялся с нею встретиться.
366
5 de janeiro de 2008
Qual é a diferença?
Entre ter ou não filhos? Eu explico. Para além das evidentes e básicas, ou seja, com eles isto tudo é muito mais giro (quando o número é comum ao bom senso, porque isto de ter ranchos de 4 ou 5 parece-me surreal, eu cá tenho 2 e está bom assim). Para além de questões sociais e financeiras, há a questão do item fim de semana e férias. As férias, deixo para post específico. Este serve para o fim de semana. Dormir e borregar no sofá? Cinemas e teatros a meio da tarde? Esqueçam. Programa social sim mas com babyssiter em casa, ou seja, "taxímetro" ligado, o que significa jantar + cinema x 2 + uns euros à hora. Bom, não é? É. Porque nós vamos e eles ficam. Ora o que é que acontece num sábado como o de ontem? Respirem, que isto cansa. Levantar para aula de bicicleta na Decathlon, de onde ligam 15 minutos antes "ó minha senhora, está a chover e o campo está inacessível". Ai... Bom, não faz mal. Haja saúde e afinal são 10h00 da manhã e há um fato de ballet para ir buscar ao MONTIJO!!!! Andando, à falta do malfadado rali, atravessa-se a ponte Fairy. E regressa-se. Bebe-se café, compra-se o jornal. Almoça-se. Casa. Pingo Doce. Caril a fazer para jantar de amigos. Desmanchar a árvore de Natal, que já enjoa. Que azáfama, parece cardio-fitness. E continua. Lava-se a Bimby, organizam-se coisas, recebem-se amigos para chá e acaba-se o dia com conversa e uma dourada grelhada, num restaurante. Com amigos e filhos. Porque tudo é melhor com eles.
4 de janeiro de 2008
3 de janeiro de 2008
Blogger
Só o meu blogger é que está mau ou o mal é geral?
Estou reduzida ao html,
sem alinhamentos,
sem itálicos,
possibilidade de links ou imagens...
Estou reduzida ao html,
sem alinhamentos,
sem itálicos,
possibilidade de links ou imagens...
Do que se lê
Acabado o primeiro Saramago, faz-se intervalo num "Conde d´Abranhos", bom como todos os Eça que li e impressionante pela actualidade da Política. Aquecem-se os carburadores para "As Benovolentes", calhamaço de 900 páginas da autoria de Jonathan Littell, vencedor do Goncourt, que conta a solução final hitleriana do lado de um ex-SS. Porque todas as histórias tem dois lados e a História também, às vezes as fontes é que não o permitem... Continuam em lista de esperaas "Crónicas" de Lobo Antunes. O primeiro volume esteve na mão, pronto para compra mas fico à espera de um emprestado.
2 de janeiro de 2008
2008
De 2007 para 2008, houve muita gargalhada. O melhor é que esta teve lugar em casa e em família. Curioso como entre aqueles que convivem há longos anos, não se perdem determinadas características. O meu objectivo para 2007, que foi azul e branco, cumpriu-se. Para 2008, quero mais. Quero gargalhadas e saúde, o que se aplica, tendo em conta que comecei o ano com uma faringite e consequente febre. Hei-de comprar mais legumes e fruta fresca no mercado. Hei-de receber menos sms "daqueles" durante as Festas. Hei-de ter mais lágrimas de riso. "Gargalhar" tem de ser a palavra de ordem. Assim haja condições para. Riam-se, em 2008.
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