18 de março de 2009

É que os adultos também passam vergonhas.

Tenho (temos) tido, até à presente data, bons resultados da maneira como educo os meus filhos. Uma dose de persistência aqui, outra de autoridade ali, mimo qb e acima de tudo grande quantidade de bom senso têm trazido uma soma satisfatória. Claro que quanto às personalidades inerentes aos próprios, dá-se sempre o desconto. Depois a dada altura entre a parvoeira natural da idade, alguma emancipação (óbvia quando se trata de crianças naturalmente independentes) e necessidade de vida social activa que implica idas a casa dos amigos e amigos lá em casa para jantar (abençoado arroz de atum, que para a semana tenho lá dois exemplares a jantar...). Chega também a altura em que começamos a perceber que há dias em que eles pensam melhor que nós. Claro. A aprendizagem deles está fresca e a nossa é antiga. Eles aprendem e alguns de nós trabalham, enquanto estudam, enquanto investigam, enquanto etc. etc. etc. Ontem teimei com o mais velho porque achei que ele estava a fazer mal contas de dividir. No calor da discussão, resolvi apelar ao pai para o pai explicar que eu (que não fazia uma porcaria de conta de dividir há anos, já que sou orgulhosamente de letras) estava certa. Mas não estava e o pai deu-lhe razão. Não havia buraco para me enfiar e vai daí apelei à velha e eficaz humildade. "Tens razão. Desculpa. Já não sei fazer contas de dividir" (malditas calculadoras). Ele ficou chateado mas percebeu. Percebeu que a vida tem contrariedades, percebeu que somos ambos persistentes nas ideias e percebeu que os adultos também de enganam. Não são perfeitos. Passam vergonhas. Eu, apesar de ser mãe dele, não sou excepção. E passei o serão a fazer contas de dividir. Já me voltei a lembrar de tudo. Até à próxima situação em que ele saiba e eu já me tenha esquecido...

15 de março de 2009

12 de março de 2009

O meu novo talho e eu

Ele há coisas do diabo. A espécie "português" esta cada vez mais idiota. Numa ida à natação com as crianças (e sim, eu detesto ir à natação com as crianças, pela humidade, pelo calor, pelas mãezinhas e a partir de hoje pelas próprias crianças), deparo com tanta pateguice que espanta. Senão, vejamos. Um família, composta por "vóvó" (que aquilo nem é digno da palavra avó), um "vôvô" e uma "fofinha" de 3 anos. Ora tanto gritou "vóvó", "gugu", "gaga" ou "ó morzinho anda cá coisa rica da vóvó" (estão a ver? "vóvó") que tive de me deslocar para longe e pela saúde dos meus tímpanos. Uma dupla de crianças resolveu insistir em brincar com a minha mais nova e ela por acaso sem vontade. E pior, uma colega de escola da minha referida criança a fazer uma birra porque a "estúpida da empregada", nas suas superiores palavras de insignificantes 5 anos, não trouxe outra roupa para ela vestir. "Vai já que eu estou a mandar!". E eu a pensar "ai que grande chapada que tu levavas". A minha limitou-se a pasmar, já que, julgo eu, nunca tinha visto nada parecido. Vantagens da ida à natação? Fui ao talho e pela primeira vez em 10 anos de casada, descobri o comércio de carne da minha existência, com pessoas simpáticas e educadas a atender o cliente. Na chegada, um brasileiro de bem com a vida, apesar de ter um curso superior e estar atrás de um balcão a aturar a idiotice dos frequentadores do dito ginásio, simpaticamente fez o favor de guardar a minha carne no frio. À saída, uma abécula num smart, "giríssssssssima", "incomodadinha" por não ter passado numa passagem estreita primeiro que eu. Lá estou eu com o meu mau feitio a não parar para deixar passar pessoas importantes e a achar que é no bom aspecto das pessoas que deveria estar algum civismo. Qual quê! Os meus amigos educados do talho ganharam hoje uma cliente. Merecem. Quanto à idiotice, essa, está em todo o lado e a boa educação e a "normalidade" são um bem precioso, a ser cada vez mais valorizado com a crise. É que não se vende e não se compra. Ou se tem, ou nada feito.

9 de março de 2009

Obrigada Jorge!

Então não é que no sábado de manhã acordei com um presente na mesa de cabeceira? Um livro do Jorge, que já comecei a ler. Obrigada!!!

6 de março de 2009

1 de março de 2009

Desculpem lá qualquer coisinha,

Ontem fui ver o "Slumdog Millionaire" e não rejubilei. É bom, evidentemente, tem força, pois sim, uns actores a preceito, uns mini actores do melhor, só que é dos que me trazem mau sono. Porque sim. Assim como assim não sou obrigada a gostar de tudo. Se gostássemos todos de amarelo era uma chatice. Por acaso eu detesto amarelo mas gostei muito do lenço/sari que a Lalika veste na sua última cena. E a música, gostei da música. Está alí uma banda sonora de excepção. Quanto à crítica, que não me compete, é espreitar aqui, como habitualmente.


24 de fevereiro de 2009

Atitudes anti-consumismo,

É namorar uma MUU maravilhosa de 310 euros e comprar uma ZARA por 39. Não deve haver nada que me dê mais prazer do que uma boa carteira. Adoro carteiras. Estou-me nas tintas para roupa de marca e para sapatos de preços escandalosos. Eu é mais Furla e afins. Só que nos tempos que correm, dá-me gozo gastar só 39 euros, apesar de saber que aquilo vai durar um ano, ou menos, quando as minhas se mantêm anos a fio...


Não era esta. No entanto serve a informação para que se saiba que esta é a MUU clássica. É espreitar em www.muu.com.pt




18 de fevereiro de 2009

13 de fevereiro de 2009

Escrever

Escrever, para quem gosta de o fazer, tem um quê de sagrado. Mesmo para quem escreve por obrigações de profissão. Eu por exemplo gosto de escrever porque sim. Tenho que me fechar em mim para escrever, isto cientificamente falando. Enquanto escrevo respiro fundo muitas vezes, como se das entranhas profundas pudessem sair orientações para a inspiração. Isto porque quando se escreve pela obrigação profissional, em algumas alturas do percurso escreve-se muito, durante muito tempo, arrumam-se ideias nas palavras arquivadas em capítulos que obedecem ao rigor de um índice que nos martela a cabeça durante muito tempo. Escrever, para mim, não implica grandes e profundas reflexões intimistas ou filosóficas. É escrever de assuntos que me dizem, para que outros leiam, se precisarem. Tudo isto porque tenho vindo a descobrir que perdi a vontade de escrever mas a obrigação trouxe de volta o tal quê de sagrado. Afinal ainda gosto de escrever. Por gosto, tentando por de lado a obrigação.

5 de fevereiro de 2009

Da boa disposição em tempo de crise

A Exma. Senhora Professora Doutora Crise tem como principal mérito o factor medo. Andamos todos com medo. Ela licenciou-se, fez mestrado e doutoramento em desemprego e crise social. Está quase a receber o honoris causa pelo pânico que transmite. Ninguém lhe quer dar os parabéns e também ninguém lhe quer pagar um copo mas ela anda em todo o lado e vivemos com ela. E temos medo. Medo de perder o emprego, medo de não ter como pagar as contas, medo uns dos outros, medo do futuro dos nossos filhos. Como vivemos com ela, andamos todos trombudos, coisa que, aliada à saudade e ao fado que moram na nossa massa genética lusitana, se vai transformando, petit a petit, num suplício. No meio disto, surgem no nosso dia a dia verdadeiras pérolas. Ontem fui comprar uma revista a um quiosque e fui recebida com tamanha dose de amabilidade, humor e boa disposição, que fiquei contagiada. Hoje, numa marcação para as 9h00, a pessoa que me ia atender apareceu 20 minutos atrasada e achou que eu a ia matar. Ficou tão feliz por eu lhe ter dito que descansasse porque imprevistos aconteciam a toda a gente, que se agarrou a mim e me deu dois beijinhos. Donde se prova que a boa disposição deve ser posta em prática no dia a dia como se de um ansiolítico se tratasse. Pelo menos enquanto houver esperança. É que a vida é curta e tem de ser vivida com alegria. Desentrombe-se! Pode ser que a Senhora Professora fique um bocadinho menos orgulhosa dos seu tão célebre curriculum...

29 de janeiro de 2009

24

Será uma coisa estranha ver pela primeira vez um episódio 24 e logo o 1º da 7ª série? Fiquei fascinada. Aquilo é mesmo muito bem feito e agarra-nos à televisão. Agora fico na dúvida. Não sei se veja do princípio, coisa que me assusta pela enormidade das 6 séries, ou se me fique pela 7ª, que posso ver confortavelmente às quartas na 2.... É uma dúvida como qualquer outra.

27 de janeiro de 2009

Do futuro

"Owners of capital will stimulate working class to buy more and more of expensive goods, houses and technology, pushing them to take more and more expensive credits, until their debt becomes unbearable. The unpaid debt will lead to bankruptcy of banks, which will have to be nationalized, and State will have to take the road which will eventually lead to communism."

Escreveu Marx, no seu Capital, em 1867.

23 de janeiro de 2009

Ambicionar não custa dinheiro


Por isso é que estamos em crise mas nada me impede de querer ter a minha Andy Bag.

13 de janeiro de 2009

Com pouca energia,

regressa-se à rotina!

9 de janeiro de 2009

Estar de molho

Ora estar de molho, para pessoas enérgicas como eu, é uma chatice monstruosa. Vai daí, resolvi hoje medir as vantagens da situação, porque nem tudo na vida pode ser mau: não apanho frio, o meu sofá já tem a minha marca, posso "escoar" fácil e comodamente os 2L que passaram a fazer parte irremediável da minha rotina, não stresso com o ambiente de trabalho, alimento-me bem, recebo telefonemas da família que quer saber como é que estou, quando os meus filhos chegam a casa estou cheia de paciência para eles e não descarrego neles as chatices do trabalho, resolvo as urgências profissionais por telefone, delegando, vejo coisas giras no dvd para fugir aos sinistros programas matinais televisivos. Pronto, tenho saudades de sair de casa, temo que o meu carro já tenha enferrujado mas estou a ponderar tomar medidas para ser menos energética e mais cool. Pode ser que por isso valha a experiência...

7 de janeiro de 2009

Pielonefrite

O nome dado à maleita que me afecta desde o dia 31 de Dezembro. Simplificando, é uma infecção renal. Assim sendo, o começo de 2009 caracterizou-se por sessões contínuas de febre alta, o que eu espero não ser um mau presságio para o restante ano. Tomei ainda conhecimento de umas amigas novas: as pedras que vivem no meu rim direito e que tenho que "regar" diariamente com 2l de água. Vantagens? Deglutir uma temporada inteira daquilo que já é conhecido!