13 de maio de 2009

Quando eles crescem é assim!

"Ó mãe, ponha-me Xutos no ipod, se faz favor"

12 de maio de 2009

Bem-aventurados os invejosos

A inveja está para algum do português como o fado, o azulejo ou o caldo verde. A diferença é que se o fado se ouve, o azulejo se olha e o caldo verde se come, o mesmo não acontece ao invejoso. Esse aguenta-se. Mas ele há invejosos e invejosos, claro. Há uns mais fáceis de aturar que outros. Há-os que de tão estupidamente invejosos se tornam em absoluto ridículos. São mesquinhos, vêm do nada e para o nada vão, nada fazem para sair do marasmo do nada e do alto de toda a sua ridícula magnitude de invejosos, debitam catadupas de palavras cheias de nada para atingir de forma supostamente inteligente (e tão ridícula) os que do alto fazem pela vida, pelo evoluir, pelo conhecimento, em suma, pela tal tentativa de um tudo que se opõe com força ao tal nada. Bem-aventurados os invejosos que com a sua maldizência insignificante fazem com que alguns consigam querer ir mais e mais longe, consigam ter estímulo para buscar sempre e sempre não o tudo mas o caminho do quase tudo, com humildade e sempre aplaudindo o sucesso dos seus pares. Bem-aventurados os invejosos. Bem-aventurado fado, bem-aventurado azulejo e bem-aventurado caldo verde, que fazem da alma lusa essa coisa louvável. E bem-aventurado blog, que me permite descarregar nas teclas de um computador as agruras da inveja dos outros, só porque sim.

8 de maio de 2009

Parece que vai ser assim



Chame-se o Marquês de Pombal porque segundo o Público online (de onde vem esta imagem), o Terreiro do Paço vai ser assim. Sem calçada portuguesa, entenda-se.
Não gosto.

28 de abril de 2009

Os pequenos nadas da vida

É que hoje pediram-me para assinar a primeira fita da minha carreira e deu-me um gozo descomunal. Vê-los crescer é fantástico. E são estes pequenos nadas que fazem tudo.

26 de abril de 2009

Us and them

A vantagem de ao longo da vida ter tido a felicidade de raras vezes ter convivido de perto com gente estúpida e completamente desinteressante tornou-me imune a gente estúpida e desinteressante. Com a idade e contra vontade das minhas próprias escolhas é-me difícil ter que conviver, ainda que por instantes breves, com gente estúpida e desinteressante. Quem são? São aqueles que por gosto e não valendo nada que se veja de assim tão extraordinário se apresentam aos nossos olhos cheios de si e completamente desprovidos de humildade ou de qualquer sentido de "saber estar". Cheios de sentido do bem apregoado catolicismo (que talvez seja diferente daquele que eu pratico) apresentam-se, a eles e aos filhos, como se fossem donos do querer e do ser. São portanto diferentes da gente pouco inteligente ou mal criada. São piores, muito piores. E este país de falsas vedetas está apinhado deles. Primeiro irritam-me mas depois fico feliz da vida por não ser como eles. Lembra-me aquela música dos Pink Floyd.... Us and them, And after all were only ordinary men.

20 de abril de 2009

FACP

Parece a outra sigla mas não é. A última palavra não é "científica" mas "piolhosa". Isto para perguntar se alguém me sabe dizer se existe algum organismo de estado que dê bolsas e subsídios para a obtenção, em farmácias, dos produtos que tiram a vida aos piolhos. É que este ano já comprei 3 frascos de panamix (a 21 euros cada), um repele (a 15 euros) e hoje foram mais dois de Nix (12 euros, mais químico - é o desespero). O pior é mesmo o tempo que se perde a fazer aquelas operações. E sem poder dizer coisas feias enquanto se esmigalham aquelas .... com as unhinhas. Valha-me de consolo um fim de semana na lezíria ribatejana e a 4ª temporada da Grey que recebi ontem fresquinha. Apelo assim ao Fundo de Apoio à Comunidade Piolhosa.

16 de abril de 2009

O cartaz do mep e eu

Embirro com este cartaz e não é nem por razões políticas nem pela Laurinda.

4 de abril de 2009

Novidades frescas com sabor a canela


Acabada de chegar de uma sessão sobre especiarias (há malucos para tudo mas antes isso do que outra coisa qualquer) posso informar-vos que o que andam a comer alegremente nos vossos doces e a usar em frenesim para mexer cafés não é canela. Ah pois é! Trata-se de cássia. Mais acre. Diferente da canela. Até aprendi onde é que se compra canela mesmo. E já não vão do Branco & Azul sem terem aprendido nada. E já agora, Boa Páscoa, que eu por mim vou até ao campo meditar nas especiarias.

2 de abril de 2009

E afinal,

consigo tomar uma espécie de duche lento, com uma espécie de malabarismo!

1 de abril de 2009

As minhas queridas veias

"As minhas queridas veias e eu" era coisa que dava quase um ensaio literário. As minhas varizes apareceram com o tempo mas aos 16 o meu pai deu um grito quando reparou na barriga da minha perna esquerda. Toca de ir ao médico nº1. A coisa está mal. Hás-de ter que ser operada mas não é já. Certo. Nunca os meus amigos perceberam porque é que nas saídas à noite, às páginas tantas eu ficava ansiosa por chegar a casa e descansar as pernas. Claro, as dores tinha-as eu. Habituei-me a elas. Na minha primeira gravidez fui brindada com uma maravilhosa tromboflebite. Toca de ir ao médico nº2. A coisa está muito mal mas agora não se pode fazer nada. Mau.... Passado um tempo, o médico nº3 tirou-me as minhas safenas internas, as duas, uma das quais de tão gigantesca teve que sair pelo joelho. Foi bom. Três semanas de molho, "enrolada" numas ligaduras, qual bailarina de cancan. Sem banho, claro. Só daquele de faz de conta. E assim melhorei a minha qualidade de vida e mantive secagens anos a fio. Sou campeã de secagem de varizes. Ontem experimentei o médico nº4. Numa abordagem diferente, parece que afinal não estou assim tão bem como isso. Tenho que manter as que cá ficaram, coitadas. O método, novo para mim, deu-me de oferta uma meia-ligadura que eu tenho impressão que me vai apertar até os neurónios. Vai ficar cá uma semana. E banho, só com muita ginástica acrobática. Mas há-de ser. Para a próxima semana, vou tomar um dos maiores duches da minha vida. E daqui a três semanas há mais. Na outra perna. É desagradável, pois é. Mas afinal, há coisas bem piores.

26 de março de 2009

Porque é que há dias difíceis

Chega uma altura da vida em que começamos a ter que dizer adeus aos que partem. Também eles se organizam em tipologias. Há-os que vão e nos levam um bocado, há-os que vão e nos deixam profundamente tristes, há-os que vão e ficamos com pena que tenham ido, há-os que vão e pronto.
Quando os que vão fizeram parte da nossa vida, contribuindo para a nossa felicidade, para o nosso crescimento e para a nossa formação, a tristeza é profunda porque vamos ter saudades daquela pessoa, vai fazer-nos falta. Acrescenta-se o problema de ver os seus sofrer da dor dilacerante. E então, o sentimento de profunda amizade, daquela que nada consegue contestar e que nem todas as tempestades da vida conseguem derrubar, faz com que queiramos partilhar essa dor, para que dela eles fiquem aliviados. Talvez isso explique dias difíceis como estes. É que à tristeza junta-se o facto de doer como lhes dói a eles. É a osmose da amizade. Por isso é que há dias mais difíceis que outros e por isso é que dizer adeus custa tanto.

23 de março de 2009

Confissões de 5 anos

"Ó mãe: quando eu for mãe, também quero ter outra profissão."

A minha filha de 5 anos quer ser mãe (nos tempos correm e nos que estão para vir, não sei se isso não é um acto de coragem), quer ter uma profissão e quer conciliar as duas coisas, donde concluo que a minha filha de 5 anos percebe que ser mãe não é fácil, ter uma profissão também não, ter ambas é difícil mas mas pode ser um desafio aliciante. Temos mulher!

18 de março de 2009

É que os adultos também passam vergonhas.

Tenho (temos) tido, até à presente data, bons resultados da maneira como educo os meus filhos. Uma dose de persistência aqui, outra de autoridade ali, mimo qb e acima de tudo grande quantidade de bom senso têm trazido uma soma satisfatória. Claro que quanto às personalidades inerentes aos próprios, dá-se sempre o desconto. Depois a dada altura entre a parvoeira natural da idade, alguma emancipação (óbvia quando se trata de crianças naturalmente independentes) e necessidade de vida social activa que implica idas a casa dos amigos e amigos lá em casa para jantar (abençoado arroz de atum, que para a semana tenho lá dois exemplares a jantar...). Chega também a altura em que começamos a perceber que há dias em que eles pensam melhor que nós. Claro. A aprendizagem deles está fresca e a nossa é antiga. Eles aprendem e alguns de nós trabalham, enquanto estudam, enquanto investigam, enquanto etc. etc. etc. Ontem teimei com o mais velho porque achei que ele estava a fazer mal contas de dividir. No calor da discussão, resolvi apelar ao pai para o pai explicar que eu (que não fazia uma porcaria de conta de dividir há anos, já que sou orgulhosamente de letras) estava certa. Mas não estava e o pai deu-lhe razão. Não havia buraco para me enfiar e vai daí apelei à velha e eficaz humildade. "Tens razão. Desculpa. Já não sei fazer contas de dividir" (malditas calculadoras). Ele ficou chateado mas percebeu. Percebeu que a vida tem contrariedades, percebeu que somos ambos persistentes nas ideias e percebeu que os adultos também de enganam. Não são perfeitos. Passam vergonhas. Eu, apesar de ser mãe dele, não sou excepção. E passei o serão a fazer contas de dividir. Já me voltei a lembrar de tudo. Até à próxima situação em que ele saiba e eu já me tenha esquecido...

15 de março de 2009

12 de março de 2009

O meu novo talho e eu

Ele há coisas do diabo. A espécie "português" esta cada vez mais idiota. Numa ida à natação com as crianças (e sim, eu detesto ir à natação com as crianças, pela humidade, pelo calor, pelas mãezinhas e a partir de hoje pelas próprias crianças), deparo com tanta pateguice que espanta. Senão, vejamos. Um família, composta por "vóvó" (que aquilo nem é digno da palavra avó), um "vôvô" e uma "fofinha" de 3 anos. Ora tanto gritou "vóvó", "gugu", "gaga" ou "ó morzinho anda cá coisa rica da vóvó" (estão a ver? "vóvó") que tive de me deslocar para longe e pela saúde dos meus tímpanos. Uma dupla de crianças resolveu insistir em brincar com a minha mais nova e ela por acaso sem vontade. E pior, uma colega de escola da minha referida criança a fazer uma birra porque a "estúpida da empregada", nas suas superiores palavras de insignificantes 5 anos, não trouxe outra roupa para ela vestir. "Vai já que eu estou a mandar!". E eu a pensar "ai que grande chapada que tu levavas". A minha limitou-se a pasmar, já que, julgo eu, nunca tinha visto nada parecido. Vantagens da ida à natação? Fui ao talho e pela primeira vez em 10 anos de casada, descobri o comércio de carne da minha existência, com pessoas simpáticas e educadas a atender o cliente. Na chegada, um brasileiro de bem com a vida, apesar de ter um curso superior e estar atrás de um balcão a aturar a idiotice dos frequentadores do dito ginásio, simpaticamente fez o favor de guardar a minha carne no frio. À saída, uma abécula num smart, "giríssssssssima", "incomodadinha" por não ter passado numa passagem estreita primeiro que eu. Lá estou eu com o meu mau feitio a não parar para deixar passar pessoas importantes e a achar que é no bom aspecto das pessoas que deveria estar algum civismo. Qual quê! Os meus amigos educados do talho ganharam hoje uma cliente. Merecem. Quanto à idiotice, essa, está em todo o lado e a boa educação e a "normalidade" são um bem precioso, a ser cada vez mais valorizado com a crise. É que não se vende e não se compra. Ou se tem, ou nada feito.

9 de março de 2009

Obrigada Jorge!

Então não é que no sábado de manhã acordei com um presente na mesa de cabeceira? Um livro do Jorge, que já comecei a ler. Obrigada!!!

6 de março de 2009

1 de março de 2009

Desculpem lá qualquer coisinha,

Ontem fui ver o "Slumdog Millionaire" e não rejubilei. É bom, evidentemente, tem força, pois sim, uns actores a preceito, uns mini actores do melhor, só que é dos que me trazem mau sono. Porque sim. Assim como assim não sou obrigada a gostar de tudo. Se gostássemos todos de amarelo era uma chatice. Por acaso eu detesto amarelo mas gostei muito do lenço/sari que a Lalika veste na sua última cena. E a música, gostei da música. Está alí uma banda sonora de excepção. Quanto à crítica, que não me compete, é espreitar aqui, como habitualmente.