Os ginásios são MESMO sítios cansativos, peganhentos e desinteressantes. Cada vez que lá vou fico a gostar mais do meu sofá. O exercício de hoje reflectir-se-á na minha saúde de amanhã. Pois. Não sei se já aqui disse que detesto ginásios?
21 de outubro de 2008
19 de outubro de 2008
16 de outubro de 2008
Coisas que valem ouro
Ser convencida, depois de muitas abordagens, a integrar uma comunidade online de antigos alunos de uma escola onde foram passados 7 traumáticos anos. Conclusão? reencontram-se pessoas, resgatam-se memórias, umas boas, outras más, redescobrem-se fotografias e chega-se à brilhante conclusão de que aquilo tudo, se calhar não foi assim tão mau, de que outros passaram pelo mesmo que nós. Sai muito mais barato do que ir ao psicólogo e é bem mais saudável!
8 de outubro de 2008
Upgrade
Ter o pai da família em casa e poder sair para uma aula de não sei quê às 19h30, deixando os dois miúdos mais um amigo a jantar, é claramente um upgrade na minha qualidade de vida.
6 de outubro de 2008
No mundo dos que não se enxergam
No mundo dos "que não se enxergam", chega-se de manhã ao trabalho e recebe-se uma carta URGENTE com uma sessão, hoje, às 10h00 da manhã. No mundo dos que não se enxergam, desmarcam-se afazeres e vai-se, sem roupa a preceito, fazer figura de ursa para a dita sessão . No mundo a que me refiro, andam-se 20 minutos a pé para fazer uma tarefa de secretaria em instituição de gabarito, onde um cretino, que obviamente não se enxerga, responde que afinal não é ali. "Hum hum....desejosa de ter o papelinho, hein?". Tento esboçar um sorriso mas lá me enxergo e respondo "ó meu amigo era bom sinal, era". E saio para subir uma malfadada e íngreme rua. A pé. Páro para almoçar numa tasca onde uma pessoa normal me serve uma péssima alheira com bróculos. Chego novamente ao trabalho, peço desculpa e dirijo-me posteriomente a um Pingo Doce onde de urgência tinha pedido um bolo para um determinado fim. Simpaticamente, bolo feito e bem, e entregue, sigo para o ginásio, onde deposito dois miúdos dentro de água e dou umas braçadas para esquecer os que não se enxergam. À saída, uma histérica aos gritos com o recepcionista. Sem se enxergar, claro. Conclusão? Hoje o senhor da alheira, a senhora do bolo e a gente cá de casa, foram os únicos que eu vi que se enxergam, o que pode ser compensador. Espero eu, no meio de tanto iludido, não perder a capacidade de me enxergar!
3 de outubro de 2008
2 de outubro de 2008
Estratégia
Uma das palavrinhas da moda. Irritante, por sinal. Sou organizada, arrumada e metódica mas anti estratégia, o que prova que todos nós, cá dentro, bem ou mal, nos equilibramos. No entanto, depois de reflectir a propósito, descobri que preciso de uma estratégia anti envelhecedrómetro. O sentimento anti ambiente de trabalho (não o do meu pc, evidentemente) está de tal maneira acicatado (não tarda tenho uma úlcera) que me fez criar uma estratégia. Vou para o ginásio. O odiado ginásio. Odeio ginásio, odeio balneários, odeio o saco do ginásio, odeio os ditos PT que falam como se de médicos do bem estar se tratassem, odeio a peganhice do ginásio. Mas tenho que canalizar a minha má energia num deles. Para combater a úlcera. Chama-se estratégia anti-stress, que não seria precisa se eu ganhasse o euromilhões e se não gostasse tanto de "relativizar" ou de "trabalhar". Hoje, começa o ginásio. Amanhã, venham as dores musculares da estratégia.
30 de setembro de 2008
Apologia da bica
E vou eu comprar não-sei-quê que precisava quando tropeço num Starbucks, coisa à qual me habituei em sítios como Londres, por exemplo. O entusiasmo do mais velho levou-me a entrar para beber um café. Expresso, já que todos os outros me baralham uma cabeça já de si cansada.
-"Como é que se chama?"
-"Hum?"
-"O seu nome."
-"O meu? Y! (pensei em responder Pancrácia mas contive-me...)
-"Ó não sei quantas!!!! Um expresso e um muffin para a Y!"
É nesta altura que eu começo a alucinar.
-"Ó Y! O seu pedido está pronto!"
Palavra que me passei... Uma criatura a chamar-me pelo nome aos gritos? Fiquei doente. É que deixei o café a meio, paguei 5 Euros pelo dito e pelo muffin e fiquei entupida... Resultado? Não volto. Prefiro ir à Fnac ao lado, sentar-me e beber uma bica curta e um queque, ou um pastel de nata ou qualquer coisa bem portuguesa. Para americanices já basta a crise.
-"Como é que se chama?"
-"Hum?"
-"O seu nome."
-"O meu? Y! (pensei em responder Pancrácia mas contive-me...)
-"Ó não sei quantas!!!! Um expresso e um muffin para a Y!"
É nesta altura que eu começo a alucinar.
-"Ó Y! O seu pedido está pronto!"
Palavra que me passei... Uma criatura a chamar-me pelo nome aos gritos? Fiquei doente. É que deixei o café a meio, paguei 5 Euros pelo dito e pelo muffin e fiquei entupida... Resultado? Não volto. Prefiro ir à Fnac ao lado, sentar-me e beber uma bica curta e um queque, ou um pastel de nata ou qualquer coisa bem portuguesa. Para americanices já basta a crise.
29 de setembro de 2008
Pequeno almoço enriquecedor...
- Bom dia, dê-me dois copos de leites por favor.
- Quentes ou frios?
- Desculpe, dê-me antes dois quartos de Vigores.
- Quentes ou frios?
- Desculpe, dê-me antes dois quartos de Vigores.
27 de setembro de 2008
Áurea
E pronto. Quando a vida de todos nós segue o seu percurso normal, rotineiro e preocupado com coisas de nada, surge a necessidade de parar. Parar para estar com a Áurea, que sofre hoje da perda dilacerante. Quando a vida segue o seu percurso normal, rotineiro e preocupado com coisas de nada, a vida da Áurea muda para sempre. A morte é assim. Estúpida. Não olha a meios. Simplesmente acontece. Tira-nos bocados que não voltam. Arranca-os violentamente. Podia dissertar a esse propósito mais tempo mas não o vou fazer. Só te peço, Áurea, profundamente, que acredites que onde quer que esteja, vai estar, sempre, a olhar por ti. A tomar conta de ti como ninguém. Acredita nisso. E chora. Chora tudo. Nós estamos cá para ti. E vamos rir muito contigo pela vida fora. Força. Muita força. E chora tudo agora. Nós choramos contigo para nos rirmos contigo pela vida fora.
24 de setembro de 2008
Pepino e pan pipes?
Ganhar anos de vida. Ganhar anos de vida na maturidade e no espírito, sim. Acontece. Não sabia era que num espaço curto de tempo fosse possível envelhecer-se depressa. E acontece! Que a vida é uma selva, já se sabe. O meio profissional transformar-se num envelhecedrómono é que é chato. Até me estou nas tintas para as rugas, não sofro da paranóia dos cremes, mas acho que vou começar a ir trabalhar com rodelas de pepino nos olhos. Isso e aquela musiquinha pan pipes que não fosse dar-me a volta às entranhas até podia ajudar. A solução? Respirar, equacionar umas idas ao odiado ginásio, manter o soundtrack Mamma Mia aos gritos nas colunas do ipod e pensar sempre, sempre, que há vidas piores que as nossas. Qualquer sentido de optimismo supera as rugas. Afinal, rugas são só rugas, os brancos tapam-se nos cabeleireiros e amanhã começa a 5ª temporada da Anatomia de Grey. Quanto ao resto haja (alguma) alegria e muita, mas muita saúde mental.
S. acreditas que tenho nestes dias tido saudades daquela falta de luz?
S. acreditas que tenho nestes dias tido saudades daquela falta de luz?
23 de setembro de 2008
Ah grande Moisés!
O Moisés liderou a travessia no deserto sem quaisquer condições. Pergunto-me como. É que vejo-me acompanhada da minha Caramulo 1,5 litro, das minhas tabletes de 72% de cacau e outros tantos apetrechos como sejam restaurante, bar, café, roupa lavada e banho tomado, sem areia nem sol e arranjo dificuldades para atravessar, no sentido bíblico e figurado, o deserto de alguns dias. Pai, faz lá isso depressa para irmos aos côcos. É que às tantas o que safou o Moisés foi um oásis com palmeiras e spa e vai-se a ver não relataram isso no Livro.
19 de setembro de 2008
17 de setembro de 2008
Da tipologia do crápula
Tenho andado a divagar, nos tempos livres, a propósito do conceito de crápula. Aplicável a eles e a elas. Durante a nossa vida, vamos tropeçando, aqui e alí, em crápulas e chegamos aos 32 com a certeza das suas diversas tipologias. Na escola são os que nos "atacam" com caras de maus (más também, entenda-se). A coisa vai andando e começamos a notá-los (las) sem escrúpulos. Roubam coisas, fazem intrigas, denigrem os que estão à sua volta. Com o tempo aparecem os (as) que chegam para marcar posição, fazem história, ficam nela e depois nos desiludem e passam à tipologia dos temporariamente crápulas. Depois passa. Há-os (as) depois cobardes. São crápulas mas nem têm coragem para assumir que o são. Esses (essas) passam desprecebidos. Há aquele (aquela) crápula tão crápula, o sonso, que não desiste de as tramar e acha que sai da coisa ileso. Há depois o (a) crápula oportunista, que faz tudo para se auto promover. Para se dar bem. Há o crápula-serpente, com dons extraordinários de, petit a petit, se ir infiltrando nas existências mais comuns, para delas tirar conveniências. Há os (as) crápulas-crápulas onde se inscrevem ex namorados (as) de amigos (as) que como os (as) fizeram sofrer, nos fizeram sofrer também. O que é engraçado é que o conceito de crápula é útil à sociedade, a nós. Os (as) crápulas tornam os que não o são, melhores ainda e as maleitas da vida, aliadas ao sentido de observação trazem um rápido reconhecimento destas várias tipologias. Há depois um outro conceito, o de sacana, palavra feia, que define coisas feias. E desses (dessas) eu já tenho medo.
E esquecia-me, claro, da tipologia do crápula chico-esperto. Afinal, trata-se de uma característica cultural deste maravilhoso país à beira-mar plantado.
E esquecia-me, claro, da tipologia do crápula chico-esperto. Afinal, trata-se de uma característica cultural deste maravilhoso país à beira-mar plantado.
15 de setembro de 2008
Portuguese people in concert
75.000 pessoas na Bela Vista (sítio híbrido, até ontem desconhecido) assistiram ontem, em histeria colectiva, ao concerto da Madonna. O português per si já é complicadinho mas quando se junta torna-se insuportável, principalmente numa altura na qual se assiste à crise dos números mas também dos valores e da educaçãozinha. Pisam, gritam, guincham, empurram e elas (ontem em maior número), munidas de sinistras unhas (leia-se "unhacas") de gel pintadas de encarnado (leia-se encarnado histérico) e cheias do sentimento "Meu Deus, porque me fizeste tão mas tão boa", dão dó na sua necessidade de exibição. No meio disto tudo, encontram-se pessoas sorridentes, simpáticas e divertidas. Claro que nem tudo é mau. Mas estão claramente em menor número. E lá foram eles, e eu, acompanhada também pelo meu dedo do pé partido, conhecer de perto o mito. Até gosto. Lembra-me a minha adolescência. Lembra-me Like a Virgin, para a qual olhei sempre um bocadinho de lado, lembra-me o True Blue, lembra-me La Isla Bonita mas não sou fanática. Admiro-lhe o seu lado de camaleão. Admiro-lhe a sua forma física. Ontem, Madonna deu um concerto também ele camaleónico, rico em espectáculo. Conheço vozes muito mais admiráveis mas chegou a horas. Encantou. Não chegou nem atrasada, nem bêbeda, nem cheia de heroína e contemplar um profissional sério é sempre um bom presente. Madonna é um verdadeiro animal de palco e por isso, aqui ficam, neste ínfimo espaço virtual, os meus sinceros e respeitosos cumprimentos. Quanto aos portugueses, haja cursos intensivos de educação colectiva!
11 de setembro de 2008
Mamma Mia!!
É levar as crianças, é rir à gargalhada, é cantar, é ouvir o cinema todo a cantar, é sair do cinema a cantar Take a chance on me. É, num filme cheio de alegria, que tanta falta faz à conjuntura, ver juntos, o Pierce Brosnan, o Colin Firth e a Meryl Streep. Uma maravilha!
10 de setembro de 2008
8 de setembro de 2008
5 de setembro de 2008
2 de setembro de 2008
Das três, uma.
Hoje tive o azar de almoçar ao lado de três adolescentes altamente produzidas. Na minha adolescência, como é próprio da mesma, tive conversas muito parvas (e ainda bem, "ó tempo volta para trás" e todos nós gostaríamos de voltar a ser adolescentes) mas há limites. O número estapafúrdio de parvoíces que eu ouvi em 30 minutos espantou-me. Das três, uma. Ou estou a ficar velha e dou por mim a perceber porque é que a minha mãe me dizia "filha, isso que tu tens chama-se idade do armário", ou as adolescentes de hoje são demasiado "avançadinhas" ou uma mistura das duas. Aposto na última. O pior é que dei por mim a olhar para a minha companhia de almoço - a minha futura adolescente - e a pensar que não sei se daqui a 10 anos - ou menos -, vou ter paciência para "aquilo". Bem feita. Quem me manda a mim ter incomodado a minha mãe com as vicissitudes da adolescência? Elas tardam mas não falham....
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